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Uma conversa com EXU

A Verdade e a Umbanda

Sábado, 1 de Outubro de 2011

Uma conversa com EXU

EXU

Dizem que Exu é um homem sério, castigador, espírito sem compaixão. Muitos falam que nem mesmo sentimento essas entidades apresentam.
Muitos temem Exu, relacionando – o com o Diabo ou com algum monstro cavernoso que a mente humana é capaz de criar.

Bem, dia desses, no campo santo de meu pai Omulu, vi algo inusitado que me fez pensar...

 Um desses Exus Caveiras, que apresentam essa forma plasmada como meio de ligação a falange pertencente, chorava sobre um túmulo. Discretamente, isso devo dizer, afinal os Caveiras em sua maioria são de natureza recatada e introspectiva, mas chorava sim.

Engraçado pensar nessa situação, não é mesmo? Ele chorava pelos erros do passado, chorava por uma pessoa a qual amava muito, mas não mais perto dele estava. Claro, sabia que ninguém morria, mas a saudade e o remorso apertavam fundo seu coração.

 Isso acontece muito no plano espiritual, onde muitas vezes os laços são quebrados devido às diferenças vibratórias. Na verdade o laço não se quebra, apenas afrouxam-se um pouco...

Mas, voltando a nossa história, fiquei a pensar muito sobre aquele tipo de visão. Pensei que ninguém acreditaria em mim caso eu contasse esse “causo”, afinal, Exu é homem acima do bem e do mal, exu não tem sentimento, exu não chora...

E para aqueles então que endeusam “seu” Exu, pensando ser ele um grande guardião, espírito da mais alta elite espiritual, espírito corajoso, sem medos, violento guerreiro das trevas. Exu acaba assumindo na Umbanda um arquétipo, ou mito, tão supra–humano, que muitas vezes ele deixa de ser apenas o mais humano das linhas de Umbanda. Arquétipo esse, diga–se de passagem, muito diferente do Orixá Exu, arquétipo base para a formação do que chamamos de Linha de Esquerda dentro do ritual de Umbanda.

É, eu acho que todo Exu chora. Assim como eu e você também. Inclusive, todo mundo chora, pois todos temos dores, remorsos e tristezas. Isso é humano. Mas, voltando ao campo santo...

 Logo vi um Exu, vestindo uma longa capa preta, se aproximar do triste amigo Caveira. O que conversaram não sei, pois não ouvi, e muito menos dotado da faculdade de ler os pensamentos deles eu estava. Mas uma coisa é certa: Os dois saíram a gargalhar muito!

 “Engraçado, como é que pode? Tava chorando até agora, e de repente sai rindo de uma hora pra outra?” _ pensei contrariado.

Fiquei alguns dias refletindo sobre isso, e cheguei a uma conclusão.
A principal característica de um Exu é o seu bom – humor. Afinal, mesmo em situações muito complicadas, eles sempre têm uma gargalhada boa para dar.
Na pior situação, mesmo que de forma sarcástica, eles se divertem. Ele pode escrever certo por linhas tortas, errado por linhas retas, errado em linhas tortas ou sei lá mais o que, mas uma coisa é certa, vai escrever gargalhando.

Admiro esse aspecto de Exu. Tem gente que de tanto trabalhar com Exu torna – se sério, “faz cara de mau”, vive reclamando da vida além de tornar – se um grande julgador.

A verdade é que nunca vi Exu reclamar de nada, nem julgar a ninguém. Pelo contrário, o que vejo é que Exu nos ensina a não reclamar da vida, pois tem gente que passa por coisa muito pior e o faz com honra e... Bom – humor!

Vejo também que Exu não julga ninguém, afinal, quem é ele, ou melhor, quem somos nós para julgarmos alguém?
Exu ensina que o que nós muito condenamos, assim o fazemos porque isso incomoda. E saber por quê? Porque tudo que condenamos está em nós antes de estar nos outros.

Por isso Exu não gosta daquele que é um falso pregador, aquele que vive dizendo como os outros devem agir, vive dizendo o que é certo, vive alertando os outros contra a vaidade, vive julgando, mas no dia – dia pouco aplica as regras que impõe para os outros. O mundo está cheio deles. E Exu sorri quando encontra um desses. Mais para frente eles serão engolidos por si mesmos. Pela própria sombra.
Mas Exu não ri porque fica feliz com isso, muito pelo contrário, ele até sente por aquela pessoa. Mas já que não dá pra fazer outra coisa, o melhor é sorrir mesmo, não é?

O certo é que a linha de Exu nos coloca frente a frente com o inimigo! Mas aqui não estamos falando de nenhum “kiumba”, mas sim de nós mesmos. O que eu já vi de médium perdendo a compostura quando “incorporado” com Exu não é brincadeira. Muitos colocam suas angústias pra fora, outros seus medos e inseguranças, muitos seus complexos de inferioridade. Tudo isso Exu permite, para que a pessoa perceba o quanto ela é complicada e enrolada naquele sentido da vida.

 Mas dizem que o pior cego é aquele que não quer ver, e o que tem de gente que não quer enxergar os próprios defeitos...

E não sobra opção a Exu, a não ser sorrir e sorrir mesmo quando nós nos damos mal.

 Mas, ainda falando dos múltiplos aspectos contraditórios de Exu, pois ele é a contradição em pessoa, devo ainda relatar mais uma experiência contraditória em relação a sua natureza.

Dia desses, depois de um “pesado trabalho de esquerda”, fiquei refletindo sobre algumas coisas. E sempre que assim eu faço, algo estranho acontece.

 Nesse trabalho, muitos kiumbas, espíritos assediadores, obsessores, eguns, ou sei lá o nome que você queiram dar, foram recolhidos e encaminhados pelas falanges de Exu que lá estavam presentes.

 Sabe como é, na Umbanda, a gente não pega um livro pesado e começa a doutrinar os espíritos “desregrados da seara bendita”. A gente entra com a energia, com a mediunidade e com os bons sentimentos , deixando o encaminhamento e “doutrinação” desses amigos mais revoltados nas mãos dos guias espirituais.

 Esse trabalho foi complicado. Muitos, na expressão popular, estavam “demandando o grupo”, ou seja, estavam perseguindo nosso grupo de trabalho e assistência espiritual, pois tinham objetivos e finalidades diversas e opostas. Ninguém tinha arriado um ebó na encruzilhada contra a gente, eram atuações vindas de inteligências opostas ao trabalho proposto e atraídas pelas “brechas vibratórias” de nossos próprios sentimentos e pensamentos. Mas que na Umbanda ainda acha – se que tudo que acontece de errado é culpa de algum ebó na encruzilhada, isso é verdade...

 Bom, o que sei é que alguns dias depois, durante a noite, enquanto eu dormia, alguém me levou até um estranho lugar. Eu estava projetado, desdobrado, desprendido do corpo físico, ou qualquer outro nome que vocês queiram dar. Fenômeno esse muito estudado por diversas culturas espiritualistas do mundo. Fenômeno esse muito comum também dentro da Umbanda, mas pouco estudado, afinal, muitos pensam que Umbanda é “só incorporar” os guias e de preferência de forma inconsciente! Sei, sei...Olha Exu gargalhando novamente!

Nesse local, um monte de espíritos eram levados até a mim e eu projetava energias de cura em relação a eles. Vi várias pessoas projetadas no ambiente, inclusive gente muito próxima, do grupo.

Alguns pouco conscientes, outros ainda nada conscientes. Mas, o importante, era a energia mais densa que vinha pelo cordão de prata e que auxiliava no tratamento daqueles irmãos sofredores.

Por quanto tempo fiquei lá não sei, afinal, a noção de tempo e espaço é muito diferente no plano astral. O que sei é que em um certo momento um Exu, que tomava conta do ambiente, veio conversar comigo:

_Tá vendo quanto espírito a gente tem “pego” daquelas reuniões que vocês fazem? _ perguntou o amigo Exu. 

_ Nossa, quantos! Muito mais do que eu podia imaginar.

_ E isso não é nada, comparado aos milhares que chegam, diariamente, “nas muitas casas” dos guardiões da Umbanda espalhados pelo Brasil. 

_Poxa, mas isso é sinal que o pessoal anda trabalhando bem, não é mesmo?

_ Hahahaha, mas você é um idiota mesmo, né? Desde quando fazer isso é um bom trabalho? Milhares chegam, mas sabem quantos saem daqui? Poucos! A maioria também para servir as falanges de Exu. O grande problema é que os médiuns de Umbanda, pouco ou nada cuidam dos que aqui ficam precisando de ajuda. 

_ Nossa missão aqui é transformar os antigos valores desses espíritos, mesmo que seja através da dor. Mas, depois disso, muitos precisam ser curados, tratados. E dessa parte os umbandistas não querem nem saber!

_Ah, ainda eu pego o maldito que disseminou que Umbanda só serve para cortar magias negras e resolver dificuldades materiais. Vocês adoram falar sobre amor e caridade, mas quase ninguém se importa em vir até aqui cuidar desses que vocês mesmos mandaram para cá. 

_ É que muitos não sabem como fazer isso amigo! _ tentei eu defender os umbandistas.

_ Claro que não sabem! Só se preocupam em “cortar demandas”, combater feitiços e destruir “demônios das trevas”. Grandes guerreiros! Mas nada fazem sem os vossos Exus, parecendo mais grandes bebês chorões querendo brincar de guerra! 

 _ Lembre–se bem. Todos que a mão esquerda derrubar terão que subir pela mão direita. Essa é a Lei. Comecem a se conscientizar que ninguém aqui gosta de ver o sofrimento alheio. Comecem a ter uma visão mais ampla do universo espiritual e da forma como a Umbanda relaciona – se com ele. 

 _Dedique – se mais a esses que são encaminhados nos trabalhos espirituais. Ore por eles, faça uma vibração por eles, tratem – os com a luz das velas e do coração. Busquem o conhecimento e forma de auxiliá–los.

  _Quero ver se amanhã, quando você não agüentar mais o chicote, e não tiver ninguém para te estender a mão, você vai achar tão “glamuroso” esse ciclo infernal de demandas, perseguições e magias negativas. Isso aqui é só sujeira, ódio, desgraça e tristeza. Poucos têm coragem de pousar os olhos sobre essas paragens sombrias. 

 _ É, isso é verdade. Muitos falam, mas poucos realmente conhecem a verdadeira situação do astral inferior a qual a Umbanda e toda a humanidade está ligada, não é mesmo?

 _Hahaha, até que você não é tão idiota! Olha, vou dar um jeito de você lembrar essa conversa ao acordar. Vê se escreve isso pros seus amigos umbandistas! E para de reclamar da vida. Quer melhorar? Trabalhe mais!

 _ Tá certo seu Exu Ganga. Só mais uma coisa. Um dia desses li num livro que Ganga é uma falange relacionada ao “lixo”. Mas você apresenta–se como um negro e ao julgar por esses facões nas vossas mãos, acho que nada tem a ver com o lixo...

 _ Lixo é esse livro que você andou lendo! Ganga é uma corruptela do termo Nganga, do tronco lingüístico bantu. Quer dizer “o mestre”, aquele que domina algo. O termo foi usado por muitos, desde sacerdotes até mestres na arte da caça, da guerra, da magia, etc. Algo parecido com o Kimbanda, mas esse, mais relacionado diretamente a cura e a prática de Mbanda. A linha de Exus Ganga é formada por antigos sacerdotes e guerreiros negros. É isso! Vê se queima a porcaria do livro onde você leu essa besteira de “lixo”...

 Pouca coisa lembro depois disso. 

 

 Despertei no corpo físico, era madrugada e não fui dormir mais. Agora estou acabando de escrever esse texto, onde juntei duas experiências em relação a Exu. Não sei porque fiz isso, talvez pelo caráter desmistificador da sua figura. 

Pra falar a verdade, essas duas estórias são bem diferentes. Primeiro um Exu que chora, sorri e ensina o bom – humor, o auto – conhecimento e o não julgamento. Depois um Exu que preocupa – se com o “pessoal lá de baixo”. Diferente, principalmente daquilo que estamos acostumados a ouvir dentro do meio umbandista.

 Talvez Exu esteja mudando. Talvez nós, médiuns e umbandistas, estejamos mudando. Talvez a umbanda esteja mudando.

Ou, quem sabe, a Umbanda e Exu sempre foram assim, nós que não compreendemos direito aquilo que está muito perto de nós, mas é tão diferente ao mesmo tempo.

Dizem que o pior cego é aquele que não quer ver...

 

PS: O termo "Ganga" é muito utilizado dentro da hierarquia do Candomblé de Nação Angola. Ganga forma o nome dos muitos graus existentes dentro dessa hierarquia. "Nganga" era na antiga África o  feiticeiro, o sacerdote, o ritualista. Depois esse termo acabou por virar Ganga. É inclusive dessa raiz que muito provavelmente venha "Ganga - Zumba", o lendário rei dos Palmares, tio de Zumbi dos Palmares. Além disso, diz João do Rio em seu livro, "As Religiões no Rio", que "Ganga - Zumba" é como os negros Cambindas chamam uma divindade muito parecida com o Oxalá dos nagôs - yorubás. Por fim, ainda existe todo um culto afro - cubano denominado os "Santos Ganga", muito parecido com a Santeria Cubana.

Autor Desconhecido

publicado por Pai Pedro de Ogum às 11:36
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Quarta-feira, 21 de Abril de 2010

A Verdade e a Umbanda

Templo Sagrado de Umbanda

A verdade tem muitas faces e pode ser encarada de varias formas, como a Umbanda.

É claro que a face do bem é a única que deve ser observada. Mas, dentro dela, inúmeras são as visões da verdade, como de diversas formas a Umbanda pode ser relatada.

As entidades, os rituais, o todo da Umbanda é olhado por inúmeros ângulos.Isso é importante, por que não se pretende neste trabalho ditar qualquer regra, forma de proceder ou atuar.

Estas cabem em última e primeira instância as entidades patronas da casa e ao pai de santo. O objetivo destes escritos não é esse.

Não se pretende aqui normatizar a Umbanda, limitando sua evolução natural e o posicionamento de cada casa e pai de santo.

Tanto é assim que este se submete a ordem do Terreiro Pai Maneco e do Pai de Santo Fernando Guimarães.

Portanto, não se busca padronizar qualquer que seja o comportamento, mesmo por que estaria se cometendo o mesmo erro de Kardec, que ao engessar, paralisou a engrenagem (como será posteriormente exposto este fato decorreu de momento e necessidade histórica).

Não se pretende ditar regras de ritual, posicionamentos de magia ou formas de atuação.

Não é esse o interesse deste trabalho e que bem explicado se torne este fato. Querer impor uma única verdade é castrar as outras e cortar pelo caule, a possibilidade de novos e bem vindos frutos.

O que se dita aqui são formatações básicas, trazendo a baila conceitos gerais, de suma importância a qualquer dos filhos que seguem ou que desejam conhecer a Umbanda.

Por que, a Umbanda, como verdade, possui várias faces.

Todas límpidas, honestas e bondosas, mas ainda, várias faces.

A cada olhar desse ou daquele filho, a Umbanda novamente se revela, dentro de sua verdade do bem, apresentando mais uma face. Por isso, fundamental a coordenação dos trabalhos pela entidade mestre e pelo pai de santo.

Em cada terreiro esta coordenação é uma das faces da verdade umbandista desde que voltada sempre ao bem e dentro de padrões e premissas fundamentais.

Assim, a verdade da entidade chefe e do pai de santo naquela casa deve prevalecer, sobre a face da verdade dos filhos.

Dentro da bondade, da beleza e das premissas básicas da Umbanda devem as entidades e os pais de santo, reinarem. Cabe aos filhos, ou se submeterem àquela verdade, ou então simplesmente abandona-la procurando outra casa para atuar.

Perguntam os filhos sobre as casas que praticam o mal, a magia negra, auto denominando-se Terreiros de Umbanda.

Ora, estas não são terreiros umbandistas.

Podem enganar a um tempo, leigos, carentes, crentes, mas nunca irão ditar verdades, pois não têm elas uma de suas faces. A face que apresentam é a da mentira.

E, como diz o santo dito popular, toda mentira tem pernas curtas.

Então, em uma hora ou outra a verdade se fará presente aos filhos que foram enganados. Porque ninguém é para sempre iludido

Se a procura é pelo bem o mal não poderá por muito tempo, fazer morada.

Se a casa que freqüenta o filho estiver prestando trabalhos com paga, forças negativas ou com entidades poucos sábias, por certo uma casa de Umbanda não será.

Por isso, fundamental que o terreiro mostre uma das faces da verdade e não as sombras escuras da mentira.

Questionamento comum é também se deve o filho acatar as posições e as verdades tomadas pelas entidades chefes e pais de santo.

A resposta é sim, sempre.

A partir do momento em que se trabalha em uma casa, ou se aceita o posicionamento das entidades e encarnados chefes ou então se vai para outra.

Complôs, grupos dissonantes, filhos insatisfeitos devem uma nova casa procurar,  para que encontrem em outro terreiro, uma face da verdade mais similar com a que enxergam.

Isso não quer dizer em momento algum, que os filhos se sintam incentivados a trocarem de terreiros inúmeras e repetidas vezes, como se possível fosse aplacar uma forte insatisfação interna.

Se não conhece o filho a face da verdade, nem sua existência, como querer discordar?

Não existe tal possibilidade. Isso leva muitos filhos ficarem de casa em casa, tentando se adaptar, achando que assim estão progredindo, quando pretendem na verdade, que as casas de fé se adaptem a eles.

Portanto, muitas das vezes, importante aceitar e escutar a face da verdade apresentada pelas entidades patronas.

Quase sempre, se a casa esta pregando o bem e trabalhando sobre a proteção de Oxalá, o pai de santo e a entidade chefe, tem muito mais claramente a visão da verdade, que antes de ser criticada, deve ser aceita.

Não se esta pedindo aqui aos filhos que fechem qualquer canal com a razão, muito pelo contrário.

O que se esta alertando é que, utilizando esta mesma razão, dêem ouvidos e obedeçam as entidades que são muito mais conhecedoras da verdade do que eles próprios.

Oxalá é sábio, escreve certo por linhas tortas, é pai e não padrasto, como melhor for.

Essa é a fundamental verdade.

Se uma casa está sendo levada e instruída por determinado pai de santo e entidade chefe, então é por que tiveram, ambos, permissão de Oxalá para estarem naquela posição, e, se por alguma razão não observarem os ditames de Oxalá, rapidamente perderão essa posição.

Irão deixar de serem pais de santo, terão suas casas destruídas e não conseguirão reunir sob sua guarda nem filhos nem faces da verdade.

E isso não significa que pais de santo não tenham defeito.

Os tem, e na maioria das vezes, muitos.

Não são perfeitos, não são semideuses, não são entidades, mesmo por que encarnados.

Mas possuem, em sua gama de defeitos a sabedoria e a dignidade de formatar uma das faces da Umbanda e da verdade, a sua verdade.

Portanto, apesar dos defeitos, levam consigo (os verdadeiros pais de santo) a sabedoria necessária para unificar os filhos sob um mesmo teto.

Olhe uma vela, defina sua luz e perceba que apesar de iluminar, de seu fogo queimar, de transmitir calor, a definição será mil em mil.

Nunca é tarde pra lembrar: a verdade, como a Umbanda, tem muitas faces.

Mas, todas, sempre, luminosas.

 

Fonte: Terreiro do Pai Maneco - A minha maior gratidão a Pai Fernando do Templo do Pai Maneco, por estas palavras.

publicado por Pai Pedro de Ogum às 14:55
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