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Tradição Africana

Segunda-feira, 3 de Novembro de 2008

Porque não sou Feliz?

Olá,

 
Desde já um muito bom dia. O que me leva a escrever é o facto de me encontrar quase em desespero total, pois já não sei que mais possa fazer para ser feliz.
 
Já passei por dois casamentos falhados em que tenho plena consciência de ter feito tudo para as coisas resultarem, mas nesta altura já meto a hipótese de ser eu a agir mal.
O primeiro casamento acabou por interferências da família da minha esposa que nunca aceitaram o facto de eu não ter estudos (na altura), desse casamento nasceu um filho que é a minha maior alegria e neste momento a minha maior razão de viver, esse filho está a ser criado num ambiente com o qual eu não concordo pois a mãe e a avó vivem praticamente num mundo de fantasia e mentira o que a meu ver não beneficia o meu filho, separei-me quando ele tinha 1 ano e 9 meses tem agora 12 anos.
Depois de algum tempo sozinho conheci uma rapariga que me voltou a fazer sorrir, namoramos 3 anos e estivemos casados quase 4, mas numa fase menos boa que atravessei na minha vida com o falecimento de uma pessoa muito importante para mim (aqui tenho de reconhecer que me refugiei e não dei a atenção devida à pessoa que estava comigo) essa pessoa aproveitou esse facto para se envolver com um colega de trabalho, situação essa que foi descoberta por mim da pior maneira possível.
Voltei-me a Divorciar mas desde ai parece que a vida perdeu sentido, fiquei com uma casa para pagar sozinho, tenho tido muitos problemas no trabalho e neste momento estou a entrar em depressão acentuada.
A minha questão é tão simples como e Porquê não consigo ser feliz?
Será que fiz assim tanto mal a alguém para ter que sofrer tanto?
Será que algum dia vou encontrar uma companheira que me faça feliz? E o trabalho devo continuar ou mudar, pois nunca tive medo de trabalhar e chego a fazer por 16h diárias.
 
A consulta de Buzíos poderá ajudar-me nesta situação tão grave que tenho na minha vida?
 
P.P/11:22/Lisboa
 
 
Ashé P.P
 
Passo a explicar o porquê que o Jogo de Buzíos o poderá auxiliar, na sua situação de vida actual:
 
Quando o Sacerdote vai jogar Búzios ou criar Ifá, ele faz um gesto de passar o jogo de búzios sobre a cabeça da pessoa que está a fazer a consulta, este gesto tem como objetivo de invocar um outro Orixá, chamado; Orixá Ori, este Orixá em questão tem relação com o próprio individuo que vai procurar a ajuda ou o apoio dos sacerdotes do culto dos Orixás.
 
O Orixá Ori nasce quando a pessoa retorna para a terra, e sua energia volta para seu estado de origem.
O gesto de passar os Búzios no Ori tem como objetivo, de fazer o levantamento dos Signos Odús que acompanham a pessoa, se este signo está actuando de forma positiva ou negativa, na vida da pessoa, qual o Orixá Ancestral ou Ancestral Consangüíneos, massa de origem energética da pessoa, se o indivíduo carrega consigo problemas espirituais, tais como, ancestrais perturbando, Obsessores, magias etc, ou problemas no próprio Ori, que se dividem em dois:
 
1 - Se a ordem dos problemas da pessoa e a cabeça Ori, mental, psicológico, ai um bom sacerdote pode indicar uma terapia de apoio.
 
2 - Se as energias espirituais da pessoa (Ancestral Sanguineo, Ancestral Divino (Orixás) estão em choque, em desarmonia ou enfraquecidas, isto pode gerar problemas de desordem psico-físicas.
 
Muitos problemas emocionais tais como depressão, medo, síndromes, são ocasionados por questão de Ori (cabeça), cabeça física (mente) e espiritual (origem do pensamento), tudo parte da nossa sede de existência.
 
Existe uma multiplicidade de energias negativas ao nosso redor que podem ser neutralizadas através de Ébós, trabalhos mágicos, banhos, defumadores, culto aos ancestrais divinos e carnais, com objetivos de neutralizar diversas desordem de origem psico-fisicas e espirituais.
 
Portanto, acho que a consulta de buzíos será de grande importância para a harmonização da sua vida e uma melhor compreenção das várias formas que poderá actuar a partir do momento, em que se consegue descodificar o seu Orí.
 
Receba uma abraço fraterno
Pai Pedro de Ogum

 

publicado por Pai Pedro de Ogum às 12:21
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Terça-feira, 21 de Outubro de 2008

Jogo de Buzíos - Esclarecimento

Olá Pai Pedro É a primeira vez que escrevo para pedir um conselho, mas a minha vida realmente anda muito instável e principalmente com tudo a andar ao contrário, tanto com o meu marido, como com o meu emprego e vida familiar. Sei que não é possivél resolver tudo, mas por favor me responda, a leitura de buzíos auxilia nesta situação, e como? Agradeço a amabilidade Clara Fonseca

21/10/1973 13:40 pm Vila Real de Sto.Antonio/Algarve/Portugal

 

 

 

Ashé Clara

 

Antes demais o meu muito obrigada pela sua questão, que realmente acho bastante interessante, pois muitas vezes as pessoas têm a ideia que os Jogo de Buzíos é sómente para auxiliar  e entender melhor o futuro.

Quando na realidade, a parte mais importante, é sem duvida o auxílio imediato ás situações que nós enfrentamos no momento, e que podemos alterar e modificar para que realmente não sejamos afectados por tantas situações negativas que nos apareçem no nosso dia-a-dia.

No seu caso, gostaria de lhe dizer que a harmonização de todos os Orixás que a Clara carrega, será concerteza benéfico para que a Vida tenha um retorno á tão almejada estabilidade e segurança que realmente a Clara precisa.

 

Espero ter sido objectivo na minha resposta.

 

Pai Pedro de Ogum

 

 

publicado por Pai Pedro de Ogum às 16:29
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Segunda-feira, 20 de Outubro de 2008

Tradição Africana

Ogum, orixá guerreiro que abre os caminhos de seus filhos


Divindade masculina ioruba, figura que se repete em todas as formas mais conhecidas da mitologia universal. Ogum é o arquétipo do guerreiro. Bastante cultuado no Brasil, especialmente por ser associado à luta, à conquista, é a figura do astral que, depois de Exu, está mais próxima dos seres humanos. Foi uma das primeiras figuras do candomblé incorporada por outros cultos, notadamente pela Umbanda, onde é muito popular. Tem sincretismo com São Jorge ou com Santo Antônio, tradicionais guerreiros dos mitos católicos, também lutadores, destemidos e cheios de iniciativa.
A relação de Ogum com os militares (é considerado o protetor de todos os guerreiros) tanto vem do sincretismo realizado com São Jorge, sempre associado às forças armadas, como da sua figura de comandante supremo ioruba. Dizem as lendas que se alguém, em meio a uma batalha, repetir determinadas palavras (que são do conhecimento apenas dos iniciados), Ogum aparece imediatamente em socorro daquele que o evocou. Porém, elas (as palavras) não podem ser usadas em outras circunstâncias, pois, tendo excitado a fúria por sangue do Orixá, detonaram um processo violento e incontrolável; se não encontrar inimigos diante de si após te sido evocado, Ogum se lançará imediatamente contra quem o chamou.
Ogum não era, segundo as lendas, figura que se preocupasse com a administração do reino de seu pai, Odudua; ele não gostava de ficar quieto no palácio, dava voltas sem conseguir ficar parado, arrumava romances com todas as moças da região e brigas com seus namorados.
Não se interessava pelo exercício do poder já conquistado, por que fosse a independência a ele garantida nessa função pelo próprio pai, mas sim pela luta.
Ogum, portanto, é aquele que gosta de iniciar as conquistas mas não sente prazer em descansar sobre os resultados delas, ao mesmo tempo é figura imparcial, com a capacidade de calmamente exercer (executar) a justiça ditada por Xangô. É muito mais paixão do que razão: aos amigos, tudo, inclusive o doloroso perdão: aos inimigos, a cólera mais implacável, a sanha destruidora mais forte.
Segundo as pesquisas de Monique Augras, na África, Ogum é o deus do ferro, a divindade que brande a espada e forja o ferro, transformando-o no instrumento de luta. Assim seu poder vai-se expandindo para além da luta, sendo o padroeiro de todos os que manejam ferramentas: ferreiros, barbeiros, tatuadores, e, hoje em dia, mecânicos, motoristas de caminhões e maquinistas de trem. É, por extensão o Orixá que cuida dos conhecimentos práticos, sendo o patrono da tecnologia. Do conhecimento da guerra para o da prática: tal conexão continua válida para nós, pois também na sociedade ocidental a maior parte das inovações tecnológicas vem justamente das pesquisas armamentistas, sendo posteriormente incorporada à produção de objetos de consumo civil, o que é particularmente notável na industria automobilística, de computação e da aviação.
Assim, Ogum não é apenas o que abre as picadas na matas e derrota os exércitos inimigos; é também aquele que abre os caminhos para a implantação de uma estrada de ferro, instala uma fábrica numa área não industrializada, promove o desenvolvimento de um novo meio de transporte, luta não só contra o homem, mas também contra o desconhecido.
É pois, o símbolo do trabalho, da atividade criadora do homem sobre a natureza, da produção e da expansão, da busca de novas fronteiras, de esmagamento de qualquer força que se oponha à sua própria expansão.
Tem, junto com Exu, posição de destaque logo no início de um ritual. Tal como Exu, Ogum também gosta de vir à frente. A força de Ogum está tanto na coragem de se lançar à luta como na objetividade que o domina nesses momentos (e o abandona nos momentos de prazer e gozo).
É fácil, nesse sentido, entender a popularidade de Ogum: em primeiro lugar, o negro reprimido, longe de sua terra, de seu papel social tradicional, não tinha mais ninguém para apelar, senão para os dois deuses que efetivamente o defendiam: Exu (a magia) e Ogum (a guerra); segundo Pierre Verger. Em segundo lugar, além da ajuda que pode prestar em qualquer luta, Ogum é o representante no panteão africano não só do conquistador mas também do trabalhador manual, do operário que transforma a matéria-prima em produto acabado: ele é a própria apologia do ofício, do conhecimento de qualquer tecnologia com algum objetivo produtivo, do trabalhador, em geral, na sua luta contra as matérias inertes a serem modificadas .
Ogum gosta do preto no branco, dos assuntos definidos em rápidas palavras, de falar diretamente a verdade sem ter de preocupar-se em adaptar seu discurso para cada pessoa.
Ogum gosta de dormir no chão, precisa que o corpo entre em contato sempre direto com a natureza e dispensa roupas elaboradas e caras, que possam ser complicadas de vestir ou que exijam muito espaço na mochila. Não tem compromisso com ninguém, nem com seus próprios objetos.
A violência e a energia, porém não explicam Ogum totalmente. Ele não é o tipo austero, embora sério e dramático, nunca contidamente grave. Quando irado, é implacável, apaixonadamente destruidor e vingativo; quando apaixonado, sua sensualidade não se contenta em esperar nem aceita a rejeição. Ogum sempre ataca pela frente, de peito aberto, como o clássico guerreiro.
Existem sete tipos diferentes de Ogum, mas Ogum Xoroquê merece um destaque específico, pois é um Orixá masculino duplo, ou seja possui duas formas diferentes de manifestação. É associado à irmandade e afinidade estreita de Ogum com Exu, pois passa seis meses do ano como Ogum e os outros como Exu, sendo considerado guerreiro feroz, irascível e imbatível.
Características dos Filhos de Ogum
Não é difícil reconhecer um filho de Ogum. Tem um comportamento extremamente coerente, arrebatado e passional, aonde as explosões, a obstinação e a teimosia logo avultam, assim como o prazer com os amigos e com o sexo oposto.
Os homens e mulheres que têm Ogum como seu Orixá de cabeça, vão ter comportamentos diferentes, de acordo com os segundos e terceiros Orixás que os influencia ajuntós (adjutores). De qualquer forma , terão alguns traços comuns: são conquistadores, incapazes de fixar-se num mesmo lugar, gostando de temas e assuntos novos, conseqüentemente apaixonados por viagens, mudanças de endereço e de cidade. Um trabalho que exija rotina, tornará um filho de Ogum um desajustado e amargo. São apreciadores das novidades tecnológicas, são pessoas curiosas e resistentes, com grande capacidade de concentração no objetivo em pauta; a coragem é muito grande, a franqueza absoluta, chegando mesmo à falta de tato.
Fonte: www.temploetxaury.com

 

Ecossistema e a Religião Yorubá

 

A verdade Yorubá é trazer à humanidade seu resgate do ir e vir da vida humana no mundo.

O principal de tudo isso é própria conexão com a evidência da presença de Vida em toda existência que é também expressa através da ligação com Orixá. E Esse processo obedece todo um mecanismo, onde na falta de um item, é o suficiente para acabar com esse ciclo. Pois está ligado com energias poderosíssimas: Orixá-Homem-Natureza.

Somente através da Sabedoria Ancestral se pode reconhecer um processo eficiente como esse. Ele funciona, logo demonstra estar ligado com a própria natureza essencial do ser humano, nas pessoas e, em sincronismo, com os fluxos da Terra.

Nesse clima de "retorno ao mundo natural", de preocupação com a ecologia, o orixá quase inteiramente esquecido no Brasil vem sendo aos poucos recuperado. Trata-se de Onilé, a Dona da Terra, o orixá que representa nosso planeta como um todo, o mundo em que vivemos. O mito de Onilé pode ser encontrado em vários poemas do oráculo de Ifá, estando vivo ainda hoje, no Brasil, na memória de seguidores do candomblé iniciados há muitas décadas.

Onilé, isto é, a Terra, tem muitos inimigos que a exploram e podem destruí-la. Para muitos seguidores da religião dos orixás, interessados em recuperar a relação orixá-natureza, o culto de Onilé representaria, assim, a preocupação com a preservação da própria humanidade e de tudo que há em seu mundo.

A humanidade não sobreviveria sem Onilé.

Afinal, onde ficava cada uma das riquezas que Olodumare partilhara com filhos orixás?

"Tudo está na Terra", disse Olodumare.

"O mar e os rios, o ferro e o ouro, Os animais e as plantas, tudo”.

"Até mesmo o ar e o vento, a chuva e o arco-íris, tudo existe porque a Terra existe, assim como as coisas criadas para controlar os homens e os outros seres vivos que habitam o planeta, como a vida, a saúde, a doença e mesmo a morte”

Quanto a Tradição Africana:

No geral, os povos africanos consideram que o universo, está divido em duas porções: o visível e o invisível. Os seres humanos vivem no nível visível, o deus e os seres espirituais vivem no nível invisível. Há uma ligação entre os dois mundos. O deus e os seres espirituais que fazem sua presença no nível físico; e as pessoas se projetam para o nível espiritual através de deus e os divinizados. A religiosidade africana é muito sensível na questão sobre a dimensão espiritual.

Os seres espirituais explicam o "espaço antológico" entre seres humanos e Deus. Estes podem ser reconhecidos de formas diferentes, de que principais são: os divinizados e espíritos. Os divinizados foram criados por Deus, e alguns são também personificados de fenômenos e de objetos naturais principais tais como montanhas, lagos, rios, terremotos, trovão, etc.. Os espíritos podem ser considerados em duas categorias: divinos celestiais (céu) e do mundo. Os espíritos "divinos" são aqueles associados com os fenômenos e os objetos "divinos" tais como o sol, as estrelas, cometas, chuva e tempestades. E os "da terra" são em parte aqueles associados com os fenômenos e os objetos da terra, e em parte aqueles que são das pessoas após a morte (Egungun).

Afirmando que toda essa religiosidade é baseada e estruturada na relação entre os seres humanos e a natureza. As plantas, os animais, os fenômenos naturais em geral e são manifestações do sagrado.

Na religião Yorubá, a cosmovisão também no Candomblé, a liturgia e a leitura dos seres humanos na sua singularidade são toda em cima dos fatos e fenômenos naturais. As relações entre os seres humanos e a natureza são indissolúveis e essenciais: “sem folha, não há o culto em si, não há vida, não há nada”.

Já que esta questão está posta desta maneira tão incontornável no universo Yorubá, porque mesmo é importante refletirmos aqui sobre esta relação entre a religiosidade e a ecologia? Talvez seja este o ponto de partida de tudo, porque a história da nossa sociedade e de todo o ocidente é a história da dicotomia entre cultura e natureza e, até mesmo, a história da cultura contra a natureza, a favor do domínio da natureza.

O capitalismo e permitiu o desenvolvimento fantástico das forças produtivas e do conhecimento. Mas, hoje, estamos diante de um impasse. Estamos diante da possibilidade de um desequilíbrio ambiental sem retorno em conseqüência da ação humana. Não podemos descartar que esse desequilíbrio venha a inviabilizar a vida no planeta. Os impactos sociais e ambientais do desenvolvimento acabaram por nos colocar neste ponto ameaçador. A elevação da temperatura da terra, a destruição de ecossistemas inteiros, o desaparecimento diário de milhares de espécies, a redução vertiginosa dos estoques de água potável são sintomas dessa crise ambiental global, um verdadeiro desafio para toda a humanidade.

É nesse sentido que falamos de uma aliança entre os religiosos Africanos, Afros descendentes e Afros brasileiros e o movimento ambientalista.

Somos mais que aliados”.

Somos precursores do ambientalismo, somos uma reserva cultural. O ponto de vista do Yorubá é mais profundo. Não se trata de defender. O Yorubá reverencia, louva, reconhece o sagrado, a manifestação do divino na natureza. Neste sentido, seremos uma reserva cultural para a mudança que precisamos fazer para termos uma sociedade sustentável, ou seja, fraternal, justa, tolerante com as diferenças humanas, porque as compreende e porque respeita as outras formas de vida e a natureza em geral.

 Os Terreiros Brasileiros de Candomblé são, ao mesmo tempo, espaço de tradição, base de resistência e lugar de renovação. A influência difusa do Candomblé no conjunto da sociedade brasileira tem contribuído para muitas das qualidades da sociedade brasileira. A questão ecológica demanda uma ampliação dessa influência.

Quem vive o candomblé profundamente e real sente e se relaciona com a natureza de um modo especial. É capaz de olhar para as folhas imóveis de uma paisagem com devoção, sem sentir a ansiedade deprimida que está na base do desejo de dominação que move o “progresso” do ocidente há pelo menos quinhentos anos. Ao contrário, a quietude parece nos propor uma convivência solidária entre distintos, um religamento como um todo, uma espiritualidade que propicia o culto e o mergulho no mistério da vida.

Este sentimento de pertencimento possibilita a transcendência, permite que a razão se relacione com outras estruturas cognitivas e cria as condições para uma visão de mundo que tem o ser humano como ponto de partida, mas jamais como centro do universo. -Texto Adaptado-Fonte (Secretário executivo do Ministério da Cultura, Juca Ferreira, no Seminário Candomblé, Saúde e Axé-SALVADOR, 12 DE DEZEMBRO DE 2003)

Bem por isso que ainda acreditamos na consciência de cada um de nossos religiosos... e levantamos essa bandeira em prol de toda da humanidade e da própria religião....

Generalizando:

Sustentabilidade é um conceito sistêmico, relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana.

Propõe-se a ser um meio de configurar a civilização e atividades humanas, de tal forma que a sociedade, os seus membros e as suas economias possam preencher as suas necessidades e expressar o seu maior potencial no presente, e ao mesmo tempo preservar a biodiversidade e os ecossistemas naturais, planejando e agindo de forma a atingir pró-eficiência na manutenção indefinida desses ideais.

A sustentabilidade abrange vários níveis de organização, desde a vizinhança local até o planeta inteiro.

Para um empreendimento humano ser sustentável, tem de ter em vista 4 requisitos básicos.

Esse empreendimento tem de ser:

-Ecologicamente correto;

-Economicamente viável;

-Socialmente justo; e

-Culturalmente aceito.

Fonte - http://pt.wikipedia.org/wiki/Sustentabilidade

 

publicado por Pai Pedro de Ogum às 18:49
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