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Quinta-feira, 28 de Julho de 2011

A difícil viagem de retorno à aldeia

 

Encontrei este pequeno trabalho, que achei muito interessante, ele fala sobre a epopeia dos "Andantes da Vida".

E neste texto encontrei alguma similariedade com  um determinado publico assistente nos Terreiros de Umbanda; que são os "Andantes de Terreiros".

Os “Andantes de Terreiros” que são uma classe de Errantes que sempre rodam os terreiros de Umbanda, á procura de algo espiritual que nunca irão encontrar.

Pois como dizia um Pai de Santo ..."Umbanda não é pa Néguinho...é pa Negão".

 

E reparei pela minha experiência que essas pessoas que são “Andantes de Terreiro” só querem SER, mas infelizmente, muito antes de estarem preparadas, e muito antes de SABER, para realizarem essa linda missão que é o Sacerdócio na Umbanda, mas para isso, deverão realmente SENTIR o que significa Umbanda como Religião e não como manifestação folclórica.

Bom, vamos ver em que se baseia este Estudo:

Este estudo baseia-se no movimento dos (minha nota: i ) migrantes brasileiros, despojados de sua terra, de sua cultura e das formas de convivência com as quais se afeiçoaram, para irem se colocar em outras cidades (minha nota: ou paises).

Parte destes andantes depositaram suas esperanças e seus pedidos na Umbanda, nem sempre se convertendo, embora ali tivessem encontrado soluções ou encaminhamentos para seus problemas de trabalho, saúde, moradia e segurança. ...Depoimentos colhidos pelo autor mostram a dor, a luta e o arrimo que os errantes encontraram nesta andança. O "andante" descobre a Umbanda.

Em fins de 1963, fui informado por Alípio dos Santos, biscateiro, ex-trabalhador rural que, na "Tenda de Umbanda São Jorge" de Dona Lurdes, aparecia, numa ou noutra reunião, "gente de fora", isoladamente ou em pequenos grupos, e que ele denominou de "andantes". Eram, pois, os migrantes rurais, de passagem ou já, dalgum modo, fixados na cidade que ali se faziam presentes e carentes de soluções para os seus problemas. A partir de 1964, passei a freqüentar a referida tenda interessado, exclusivamente, em acompanhar o migrante e inteirar-me dos seus problemas a fim de saber se, na Umbanda, lhe seriam abertas as vias para acomodação e ajustamento social. Precisamos enfrentar, de início, algumas dificuldades para discernir quais os grupos de migrantes e os outros grupos de freqüentadores. Dona Lurdes tinha uma lista dos sócios contribuintes, dos nomes dos cambonos e das filhas de santo, porém, dos outros, dos simples freqüentadores necessitados de ajuda espiritual, apenas os nomes, nem sempre completos, registrados em cadernos assim como os seus pedidos.

Nenhuma indicação sobre a sua situação profissional, seu lugar de origem e outras informações identificadoras.

Interpelada a respeito, ela me respondeu: "Quem vem aqui eu recebo. Tudo é filho de Deus. Não fazendo bagunça na minha Tenda, eu atendo e ajudo. Desordeiro a gente atropela, os respeitadores nós ajudamos e o resto não interessa".

Não bastava, portanto, freqüentar assiduamente as reuniões semanais daquela Tenda e a solução, que me pareceu a mais acertada, foi a de acompanhar de perto os freqüentadores, travar com eles laços de conhecimento e intimidade, estabelecer grupos de amostragem que se renovavam de quando em quando, ao sabor da mobilidade desses grupos e ir anotando, quando não roubando, os seus pedidos, tanto os registrados em bilhetes deixados no pegí, como os consignados em cadernos reservados pela mãe de santo.

Isso exigiu paciência, o trabalho de muitos e muitos meses e deu certo: o migrante, numa das fases da sua colocação na cidade, recorre à Umbanda ou a outras agências similares; nem todos os "andantes" são migrantes; nem todos os migrantes são provenientes de áreas distantes e nem percorreram diversos Estados; eles vêm, inclusive, das fazendas da região, e, finalmente, nem todos os migrantes são simples trabalhadores da lavoura desempregados: há os migrantes de prestação de serviços urbanos - pedreiros, carpinteiros, mecânicos... Uma realidade que nem sempre é apanhada pelo pesquisador. O migrante, assim como a maior parte dos que procuram a Umbanda, tem motivos e interesses bem definidos e específicos à sua situação; é, por isso, muito importante que se observem os seus pedidos, sendo, também, imprescindível, que paralelamente se considerem os depoimentos anexos, que nos desvendam necessidades mais profundas.

 

O migrante não se converte à Umbanda.

Há alguns casos de migrantes que, ajustados a profissões urbanas, se tornaram umbandistas. O migrante aceita a Umbanda na medida em que ela o auxilia a solucionar seus problemas de trabalho, moradia, segurança da família, saúde etc. Mas a Umbanda é simplesmente uma agência mágico-religiosa que, apesar das Federações Umbandistas, não se configura ainda como Igreja e, por isso, não pode oferecer um quadro auxiliar de assistência ampla aos seus participantes, fora das actividades na Tenda, e nem pode acompanhá-los nas vicissitudes diárias de cada um, a não ser pelas recomendações a que se recorram aos banhos de defesa, aos ebós, à queima desta ou daquela vela... A Umbanda não organizou irmandades, confrarias ou simples associações de crentes, no interior das quais o convívio, limitado apenas aos encontros semanais na Tenda, fosse mais constante, mais abrangente, mais profundo, informal e destituído de qualquer conotação utilitarista (posso mesmo ousar dizer, com o sagrado) e propiciador do reencontro do espírito comunitário, da satisfação à pulsão de estar junto...

Ingressado na experiência umbandista, o andante traz, dessa passagem, pelo menos, uma perspectiva renovada de otimismo quanto às questões mais prementes de sua vida diária. Apoia-se, para tanto, nas práticas e nos ritos que ele pode, pessoalmente, observar sem a necessidade de retornar às Tendas.

Aceita-os com tranqüilidade: esses ritos e práticas, implícita ou explicitamente, conservam traços, também, do velho catolicismo de folk e da feitiçaria tradicional e difusa (que não de sua experiência e do seu conhecimento) anteriores à passagem umbandista.

Em suma, psicologicamente, o volante (ou migrante) rearmou-se para enfrentar algumas crises cotidianas. De qualquer forma esse andante, continua inseguro: circulará pelos centros espíritas e pelos falsos Pais e Mães de Santo.

E, dessa maneira, subsistem os males mais íntimos e incuráveis com paliativos mágico-religiosos.

 

Autor desconhecido.

sinto-me:
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publicado por Pai Pedro de Ogum às 15:15
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