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Quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010

“CANDOMBLÉ MESMO É COZINHA…”

 

            Dentro do universo do Candomblé, a cozinha merece uma atenção especial, por ser um dos espaços onde se passa e se constitui o sagrado. Tudo nela remete a esta dimensão. Assim,  “A cozinha de santo” aparece sempre como algo distinto, separado da cozinha do dia a dia. Separada na sua grande maioria, não por limites externos, mas internos que são representados por mudanças de atitude, ações, formas de uso, etc.
            Em muitos terreiros de Candomblé, o local onde são preparadas as comidas dos Orixás  é o mesmo onde são feitas as comidas do dia a dia. Esta separação, todavia é realizada de forma bastante visível e determinada. Muitas vezes se reserva para as comidas de santo um fogão especial que pode ser de lenha ou industrial, enquanto a outra permanece num fogão menor. Comum é se trocar de horários. É muito difícil se mexer com as panelas dos Orixás ao lado de outras panelas, bem como misturar os utensílios destas duas cozinhas.
            “ Cozinha do santo” é, assim, mais que um lugar determinado que, em terreiros de estrutura maior, os mais antigos, se tem para preparar somente os pratos dos Orixás e, sim, um espaço criado e redefinido a cada momento, no terreiro, através da separação dos objetos, utensílios e mudanças de comportamento. Tudo participa do sagrado: o espaço em si ,  as panelas, travessas, pratos, bacias, cestos, peneiras, colheres de pau, ralos, o pilão,  as frigideiras, formas de assar e sobretudo as pessoas que nele transitam.
            A cozinha é cheia de interdições como: não conversar mais que o necessário, não falar alto, gritar, cantar ou dançar músicas que não sejam do santo; não entrar pessoas que não sejam iniciadas-dependendo do que se estiver fazendo,  somente um número muito restrito-não admitir que mulheres menstruadas permaneçam nela, etc. Neste espaço sacralizado,  tudo vai ganhando significado: a bacia que cai, o garfo, a faca, a colher, o óleo que faz fumaçar o fogo, etc. Na cozinha se aprende além do “ponto” certo de determinado prato,  que não se dá as costas para o fogo, não se joga sal no chão, não se mexe comida de Orixá com colher que não seja de pau, que a comida mexida por duas pessoas desanda, que não se joga água no fogo e que muitas pessoas por terem o sangue ruim fazem a comida desandar. Ou que a presença de pessoas de um determinado Orixá faz com que uma certa comida não dê certo, como por exemplo: em cozinha onde se tem gente de Xangô o milho de pipoca queima antes de estourar. Pela cozinha, entram as pessoas de maior prestígio na Religião e  é nela própria que, em certas ocasiões, muito antes mesmo de se chegar no peji do Orixá,  que este é consultado a fim de se saber se a comida foi bem preparada ou não.

            Embora marcada por vários limites, a cozinha é mesmo escola mestra, local onde se aprende as lições mais antigas, através do exercício longo e paciente da observação. Local onde permanecem por maior período de tempo os iniciados, seja varrendo, lavando, limpando, guardando, acendendo ou mantendo o fogo, cozinhando, com olhos e ouvidos  atentos a  tudo que se passa nela.   Daí entende-se o dizer corrente: Candomblé mesmo é cozinha!!!”Talvez por ser ela  mais que um local de transformação e sim de  passagem e transmissão de conhecimento, por onde transita algo essencial que ultrapassa os limites das oposições por situar-se no mais intimo e profundo ser do homem: o comer.
fonte: povodosanto.wordpress.co

publicado por Pai Pedro de Ogum às 11:51
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Terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010

Diálogo imaginário

Diálogo imaginário, entre um ente de luz incorporado em um médium, e um consulente, durante um ritual de desenvolvimento espiritual e atendimento, dentro de um templo de Umbanda.

 

- Salve Pai!

- Salve filho! Que gosto tenho em vê-lo aqui.
- Eu também meu pai, eu também...
- Gostava de o ver mais vezes nesta casa, filho. E tenho pena que só venha quando está necessitado.
- Não é isso meu pai. Sabe...o trabalho...a familia...enfim, não tenho muito tempo.
- Entendo meu filho. Também eu tenho o meu tempo, assim como tudo o que existe, mas não deixo nunca de guardar algum para o meu pai, assim como também para os meus filhos, tanto para os que precisam de minha ajuda, como para os que apenas me visitam.
- Pois, mas o meu pai é diferente...
- Não meu filho, não sou assim tão diferente! Apenas aprendi que há que dar tempo ao tempo. Que existem várias realidades de tempo, e que sabendo reparti-lo e aplicá-lo correctamente, nunca teremos sua falta.
- (o filho chorando) Entendo... me desculpe meu pai, pois não soube reparti-lo de maneira a poder vir visitá-lo mais vezes! Me desculpe!
- (o ente de luz, passando a mão pela cabeça do filho) Meu filho, não precisa verter suas lágrimas, eu não o estou a julgar, apenas lhe mostro outra maneira de caminhar. Além disso, não precisa de se desculpar perante mim, pois o perdão pelos seus erros, é você próprio que o detém, e o tem de descobrir dentro de si. E ao descobrir isso meu filho, vai encontrar-se com a centelha do Criador que existe dentro de si. E ela se iluminará tanto...
- E como posso fazer isso meu pai?...
- Simples, meu filho!
Imagine sua vida como um enorme campo de terra árido, cheio de plantas daninhas. Para tornar fértil essa terra, terá de primeiro ará-la e trazer para o cimo, o que de bom a terra tem, e enterrar as ervas daninhas que nada de bom produzem. Em seguida, jogue para a terra as seguintes sementes: humildade, amor ao próximo, fé, caridade, justiça, lealdade, verdade, e sabedoria. Regue abundantemente com a água mais pura e cristalina que encontrar. Aguarde, e depois dessas sementes crescerem, criarem fortes raizes e se tornarem em belas árvores, colha os seus frutos com o maior carinho, tire para si o necessário, e distribua também pelos seus irmãos.
- Isso é muito bonito meu pai, mas não é nada fácil, não sei se consigo.
- E que falou em fácil?
Tudo tem o seu preço, meu filho. Mas o sacrificio, a dedicação, e perseverança, que são necessários para conseguir triunfar valem bem a pena. Mas isso é decisão sua e de mais ninguém.
- Claro meu pai. Eu entendo...
- Voltando agora á razão de sua visita, meu filho. Acaso necessita de fazer algum pedido, ou algo da minha parte?
- Não meu pai. Acho que já não preciso de mais nada, pois já me disse tudo.
- Então até á próxima meu filho, e que a luz sempre o acompanhe.
- Obrigado meu pai! Voltarei para visitá-lo mais vezes!
- Cá estarei meu filho, como sempre.
- Salve meu pai!
- Salve filho!
 
Lisboa, 1 de Fevereiro de 2010 © Paulo Lourenço “Ramiro de Kali”
sinto-me:
publicado por Pai Pedro de Ogum às 18:59
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