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Terça-feira, 4 de Novembro de 2008

Lei das Afinidades

 

É inquestionável que nesta lei se desenrola o destino das pessoas em seus dramas, comédias, tragédias, alegrias, desagrados, maldades, bondades, recorrências, buscas e a espiritualidade.
A sintonia interna faz com que se crie uma polarização, e quase sempre equivocada calcada em medos, maledicência, degeneração, apego, materialismo, calúnia, maus hábitos, ganância, desprezo, mentiras e todo tipo de maldades; nesta conduta é evidente que é oposta a do Ser interno só pode trazer: Amarguras, tragédias e catástrofes pessoais, se coletivas a cataclismos planetários.
Dependendo da afinidade temos nossa sorte na vida, muitas vezes o cobiçoso tem o oposto de sua cobiça, luta a vida inteira por adquirir riquezas e nunca as tem, pelo fato de estar polarizado negativamente com o Ser, que espera pela compreensão necessária que este indivíduo possa obter no caminho da revolução da consciência.
A lei de recorrência é um fato, que aquele que encontra a senda secreta se livra das recorrências e passa a trabalhar com a lei do carma diretamente, onde este deve aplicar a lei da balança de instante a instante, fazendo boas obras para que neutralize ou pague suas dívidas.
Os actores do filme, os EUS (defeitos psicológicos), criam as recorrências, e com isso se alimentam, processam e criam o filme, projetam suas maldades, polarizando as pessoas negativamente, fazendo-as vulneráveis a aceitar qualquer conceito disto ou daquilo, as tornando incapazes de ver, ouvir, e apreender com suas próprias experiências e compreensões, onde gera uma ação grotesca coletiva que terá sua conseqüência acrescida de castigo, desprender do mundo sem sair dele, sem fugir, que compreendendo a ilusão grotesca que é, isto de maneira muito profunda qualquer pensamento ou ação contra o próximo em oposição à compreensão absoluta deve ser eliminada.
É importantíssimo que captemos o motivo que venho a escrever este tema hoje, é justamente a lei de afinidades que nos atrai como um campo magnético nos colocando sempre em maus lençóis, se todos nós tivéssemos destruído o ódio, rancor, medo, covardia, calúnia, maledicência, a ira e buscássemos compreender que as pessoas erram na vida por causa desta segunda natureza grotesca e maldosa, o ego; compreenderíamos os bandidos não os atrairíamos, pois, se odiamos algo é por que temo-los em abundância dentro de nós, e isto cria uma onda de atração.
O ódio é a antítese do mais nobre dos sentimentos, ”O AMOR”. Podemos dizer que devemos transformar o mal em Bem, compreender ao máximo a situação de nossos semelhantes sejam eles bandidos, prostitutas, drogados, bêbados e etc, pois, se aloja aí o eu do orgulho, onde nos sentimos mais dignos que os outros, no caso do ódio por bandidos, há uma justificativa interna, nos achando muito justos, sendo assim não seremos capazes de compreender os nossos erros, pelo motivo de nos sentirmos soberanos.
Eis aqui o segredo, a chave da compreensão.
É claro que prostitutas só irão se agrupar com prostitutas, e com adúlteros.
É claro que ladrões e iracundos só se irão juntar com ladrões e iracundos.
É claro que bêbados só se reúnem com bêbados.
É claro que padres só se reúnem com padres. E etc.
Isto é lei de afinidades. Atrai as circunstâncias a qual a psicologia individual está submergida.
Se mudarmos as afinidades combatendo os eus; mudamos o rumo das circunstâncias, e isto é muito claro, patente e evidente, que quando tiramos de cena os atores do filme, estes não se projetam, não se processa em nossas vidas.
A sociedade é constituída de conceitos, regras, normas que são opostas às buscas revolucionárias do Ser, aprisionam as percepções através da psicologia, as pessoas se tornam realmente vulneráveis as circunstâncias negativas, por que ainda não apreenderam a nutrir as coisas psicologicamente, se aproveitando ao máximo das situações para retirar dali uma compreensão perfeita e única.
São muitas as informações que te esconderam.
publicado por Pai Pedro de Ogum às 11:12
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Segunda-feira, 3 de Novembro de 2008

Porque não sou Feliz?

Olá,

 
Desde já um muito bom dia. O que me leva a escrever é o facto de me encontrar quase em desespero total, pois já não sei que mais possa fazer para ser feliz.
 
Já passei por dois casamentos falhados em que tenho plena consciência de ter feito tudo para as coisas resultarem, mas nesta altura já meto a hipótese de ser eu a agir mal.
O primeiro casamento acabou por interferências da família da minha esposa que nunca aceitaram o facto de eu não ter estudos (na altura), desse casamento nasceu um filho que é a minha maior alegria e neste momento a minha maior razão de viver, esse filho está a ser criado num ambiente com o qual eu não concordo pois a mãe e a avó vivem praticamente num mundo de fantasia e mentira o que a meu ver não beneficia o meu filho, separei-me quando ele tinha 1 ano e 9 meses tem agora 12 anos.
Depois de algum tempo sozinho conheci uma rapariga que me voltou a fazer sorrir, namoramos 3 anos e estivemos casados quase 4, mas numa fase menos boa que atravessei na minha vida com o falecimento de uma pessoa muito importante para mim (aqui tenho de reconhecer que me refugiei e não dei a atenção devida à pessoa que estava comigo) essa pessoa aproveitou esse facto para se envolver com um colega de trabalho, situação essa que foi descoberta por mim da pior maneira possível.
Voltei-me a Divorciar mas desde ai parece que a vida perdeu sentido, fiquei com uma casa para pagar sozinho, tenho tido muitos problemas no trabalho e neste momento estou a entrar em depressão acentuada.
A minha questão é tão simples como e Porquê não consigo ser feliz?
Será que fiz assim tanto mal a alguém para ter que sofrer tanto?
Será que algum dia vou encontrar uma companheira que me faça feliz? E o trabalho devo continuar ou mudar, pois nunca tive medo de trabalhar e chego a fazer por 16h diárias.
 
A consulta de Buzíos poderá ajudar-me nesta situação tão grave que tenho na minha vida?
 
P.P/11:22/Lisboa
 
 
Ashé P.P
 
Passo a explicar o porquê que o Jogo de Buzíos o poderá auxiliar, na sua situação de vida actual:
 
Quando o Sacerdote vai jogar Búzios ou criar Ifá, ele faz um gesto de passar o jogo de búzios sobre a cabeça da pessoa que está a fazer a consulta, este gesto tem como objetivo de invocar um outro Orixá, chamado; Orixá Ori, este Orixá em questão tem relação com o próprio individuo que vai procurar a ajuda ou o apoio dos sacerdotes do culto dos Orixás.
 
O Orixá Ori nasce quando a pessoa retorna para a terra, e sua energia volta para seu estado de origem.
O gesto de passar os Búzios no Ori tem como objetivo, de fazer o levantamento dos Signos Odús que acompanham a pessoa, se este signo está actuando de forma positiva ou negativa, na vida da pessoa, qual o Orixá Ancestral ou Ancestral Consangüíneos, massa de origem energética da pessoa, se o indivíduo carrega consigo problemas espirituais, tais como, ancestrais perturbando, Obsessores, magias etc, ou problemas no próprio Ori, que se dividem em dois:
 
1 - Se a ordem dos problemas da pessoa e a cabeça Ori, mental, psicológico, ai um bom sacerdote pode indicar uma terapia de apoio.
 
2 - Se as energias espirituais da pessoa (Ancestral Sanguineo, Ancestral Divino (Orixás) estão em choque, em desarmonia ou enfraquecidas, isto pode gerar problemas de desordem psico-físicas.
 
Muitos problemas emocionais tais como depressão, medo, síndromes, são ocasionados por questão de Ori (cabeça), cabeça física (mente) e espiritual (origem do pensamento), tudo parte da nossa sede de existência.
 
Existe uma multiplicidade de energias negativas ao nosso redor que podem ser neutralizadas através de Ébós, trabalhos mágicos, banhos, defumadores, culto aos ancestrais divinos e carnais, com objetivos de neutralizar diversas desordem de origem psico-fisicas e espirituais.
 
Portanto, acho que a consulta de buzíos será de grande importância para a harmonização da sua vida e uma melhor compreenção das várias formas que poderá actuar a partir do momento, em que se consegue descodificar o seu Orí.
 
Receba uma abraço fraterno
Pai Pedro de Ogum

 

publicado por Pai Pedro de Ogum às 12:21
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OBSESSÕES ESPIRITUAIS

 
“Quando uma pessoa chega ao ponto de estar obsediada por uma entidade espiritual é sinal de que suas defesas espirituais e energéticas (aura) já foram vencidas e a própria vontade dessa pessoa já depende em maior ou menor grau, da vontade do obsessor. Qualquer tentativa de afastamento por meios descontrolados pode ser fatal, pois em não poucos casos, a presença do obsessor torna-se fator importante na vida do obsedado.”
Para uma melhor compreensão do que se vai dizer daqui pra frente, vamos considerar:
ENCOSTO ESPIRITUAL = Um ente espiritual ou energético (forma - pensamento) que se aproxima da “vítima” por algum interesse que pode ser momentâneo ou até duradouro, o que vai depender do fato do “encostado” continuar a fornecer-lhe, ou não, o ou os elementos que atraíram esse ente. Pode ter se agregado à vida do encarnado por puro acaso, por atração do próprio em função de ter a Aura irradiando a energia necessária ao ente, podendo, o primeiro contato, ter se dado até mesmo em algum lugar freqüentado (casa de parentes, amigos, bares, boates, etc.) ou na passagem pela porta de um desses lugares que “expulsam diabos” mas não os encaminham, deixando-os soltos para se apegarem ao mais próximo descuidado.Chamamos assim, de ENCOSTO, porque esses entes não costumam CRIAR RAÍZES ENERGÉTICAS profundas, a não ser, como já disse, se encontrarem facilidades crescentes no fornecimento do que esperam absorver.Há também o “Encosto Familiar”. Neste caso, um ser familiar e desencarnado encosta-se em alguém, ou por maldade ou mesmo achando poder ajudar, ainda que não saiba como, acabando por atrapalhar ainda mais. Esse tipo de Encosto costuma acontecer muito quando os entes encarnados, por sofrerem demais com a “perda”, acabam atraindo a atenção e a presença do desencarnado ainda não encaminhado. E há também aqueles entes familiares que, ou por não entenderem já terem desencarnado, ou acharem que devem, por si próprios permanecem agarrados ao seio familiar.A positividade ou negatividade deste tipo de Encosto ficará por conta do grau evolutivo do desencarnado e a compreensão de seu estado pós desencarne, já que “os sofredores materiais” estarão sempre de “guarda aberta” para que a atuação se dê.
Se o ente familiar encostado for daquele tipo dominador, tenderá a exercer seu domínio sobre o encarnado mais frágil, mediunicamente, ou o que mais elos energéticos de simpatia ou medo teve com ele quando em vida - esta situação poderá evoluir para um tipo de obsessão. Neste caso específico, já que estamos aprofundando os estudos, há também a possibilidade do encarnado atrair, não o ESPÍRITO familiar e sim seu Cascão Astral(1) caso o desencarnado já se tenha desvencilhado dele, pelo fato de já ter migrado dos Planos Astrais para Planos Superiores cujas especificações não nos cabe ainda aqui. Este acaba virando “um caso sério”, já que esses Cascões, por não possuírem raciocínio (serem como zumbis), apenas absorvem energias exaladas pelos encarnados, energias estas que são estimuladas através de RECORDAÇÕES que causem tristezas e “dores íntimas” ( e conseqüentes depressões em diversos níveis) por fatos ou pela pessoa que se foi, transformando-se, instintivamente, em verdadeiros vampiros astrais. Neste nível já acontece a obsessão - ato irracional, compulsão.Ainda sob a classificação de ENCOSTOS, podemos enquadrar a atuação de entidades espirituais e/ou elementais que, de certa forma, são enviadas para uma determinada tarefa, quase sempre nefanda - destruição de uma forma geral, seja lá em que aspecto da vida.Mas estes não seriam obsessores? Perguntariam alguns!Podem até se transformar em, mas inicialmente atuam como Encostos e já neste nível conseguem, pela fúria e estimulados por “presentes”, provocar desequilíbrios na vida do “sujeito alvo”.Não são obsessores em sua essência porque:1- Não possuem vínculos energéticos anteriores, atuais, ou de vidas anteriores com o “sujeito alvo”;2- Tendem a executar suas tarefas o mais rápido que podem e se afastarem, retornando ao mandante em busca de mais “presentes” e talvez mais “tarefas”, tal qual fazem os cães que atacam as vítimas ao comando de seus donos; 3- São mais facilmente detectáveis e até “mais facilmente afastáveis” pelo fato de agirem mais violentamente, logo acusando sua(s) presença(s) e normalmente em função do que vão ganhar. Sabendo disto, muitos grupamentos espirituais os tratam através de trocas - oferecem o que ganharam e talvez mais alguma coisa, para que deixem a vida do encarnado e até mesmo se voltem contra quem os enviou, não sendo este o procedimento natural ( é preciso que fique bem claro) de um Real Terreiro de Umbanda, por “N” motivos que podem ser especificados em outra oportunidade.
 
OBSESSOR ESPIRITUAL = Um ente do Plano Astral (humano ou elemental, ambos elementares) que, seja por motivo de cobranças entre vidas, seja por um processo de evolução da fase de Encosto para esta, seja por endividamento criado ainda nesta encarnação ( pessoas que prometem, alcançam e não pagam, por exemplo) PERSEGUE A SUA VÍTIMA causando-lhe um sem número de males, tanto espirituais quanto materiais.Diferentemente dos processos de Encosto, neste sempre há elos (vínculos) energéticos que atam encarnados e desencarnados, o que pode vir a ser um tremendo problema para a “cura espiritual” tanto de um quanto de outro, sendo essa dificuldade diretamente proporcional ao grau de INVOLUÇÃO ESPIRITUAL e às vezes até CULTURAL, tanto da entidade atuante quanto do encarnado. No primeiro caso devido ao grau de ainda selvageria mental com que se apresentam estas entidades e no segundo devido à pouca ou nenhuma compreensão sobre o que se pode lhes transmitir de mensagens edificantes, evolutivas, etc.Esses vínculos, elos, enlaces que se formam por dívidas, sejam elas cármicas ou não, são elementos dignos de análise mais profunda porque em todos os casos, parece haver uma interação, um entrelaçamento energético tão forte entre uns e outros que a simples retirada ou afastamento do obsessor chega a causar, em alguns casos (que dependem do quanto de enraizamento energético exista entre os entes envolvidos), diversos males, agora de natureza psíquica no encarnado que passa a sentir como se lhe “faltasse algo” na vida, em sua existência.Alguns podem até achar uma comparação esdrúxula (incomum e até extravagante), mas a sensação é bem próxima ou até igual em muitas vezes, àquela por que passa um encarnado que, mesmo sofrendo ao lado de seu cônjuge, por décadas, sofre ainda mais se por algum motivo ele ou ela se afastar ou morrer. Só quem já passou por uma experiência destas pode aquilatar o “vazio de alma” daí decorrente e a falta até mesmo das brigas e discussões por motivos fúteis, às vezes, mas que já faziam parte da vida comum.Quem já não ouviu a famosa frase: “Ruim com ele(a), pior sem ele(a)?”
Em nosso caso específico de obsessão espiritual, “a coisa” não é muito diferente, principalmente se essa obsessão advier de causas anteriores à vida atual, porque não só o mental encarnado, como o próprio Espírito do encarnado em si, de tão vinculado que está ao obsessor, acaba por lhe sentir a falta, AINDA QUE INCONSCIENTEMENTE!Resultado disto?Muitas vezes (se não houver um acompanhamento psicológico) processos depressivos bastante complicados, síndromes de pânico, etc., que poderão desencadear processos auto-obsessivos conforme já analisamos.Mas Claudio! Você acha que uma pessoa que se livre de um fardo espiritual pode mesmo sentir falta dele a ponto de se predispor a uma auto-obsessão?Não só pode como não é muito incomum não!É claro que quando o ataque do obsessor é grosseiro e provoca grande males físicos e espirituais, a tendência não é esta e sim a de se ver livre o mais rápido possível do estorvo, voltando à vida normal sem sequer se lembrar que um dia aquilo aconteceu - o fato da descoberta e do afastamento. No entanto há processos obsessivos mais elaborados em que o obsessor vai se infiltrando devagarinho na vida do encarnado e muitas vezes, até que demonstre seu real objetivo, “vai dando corda” (como se costuma dizer) na vida do “alvo”.Já vimos o caso daquela senhora que julgava receber um “MEDALHÃO ESPIRITUAL” que falava em várias línguas ainda no primeiro volume e vimos também no que deu, certo?Então vou repetir o que já disse lá, palavra por palavra:Veja bem!
“Qualquer obsessor, por mais burro que seja (e normalmente eles não são nada burros), se tem em mente dominar uma pessoa, vai facilitar-lhe sempre aquilo que ela ache que mais precisa - nesse caso a admiração de tantos quanto cercavam essa senhora. É desse modo que ele ganha confiança! É desse modo que ele vai conseguindo aos poucos, estreitar os laços que o unem ao ser encarnado até chegar ao ponto de se tornar imprescindível, em muitos casos, a sua presença. Anote isso!”
E quem anotou e passou a observar melhor certas manifestações mediúnicas ainda existentes ou analisou a “queda mediúnica” de muitos “EX BABÁS” ou “EX YAYÁS”, com suas conseqüentes fugas para outros grupos religiosos, inclusive seus ataques às mesmas coisas que eles mesmos faziam antes, entendeu bem o quanto de reais ENCOSTOS e OBSESSORES se apresentavam como GUIAS ESPIRITUAIS dessas pessoas, normalmente movidas pela intenção de FAMA, DINHEIRO E PODER. Será que mudaram também seus objetivos primários nessa outra religião ou seita? Ou estão apenas “cuspindo nos pratos em que comeram”?-”Mas fulana eu conheci. Recebia “Vovó X” e curava os filhos com suas rezas”.-”Cicrano tinha um “Caboclo Y” que só de chegar já botava tudo que é kiumba pra correr”.-”Como é que eles poderiam ser Obsessores ou Encostos?”
 
Mais uma vez uma análise superficial da entidade pelos “efeitos especiais” com que consegue enfeitiçar os mais ingênuos. Retorne ao que eu disse acima (sobre como agem os obsessores menos burros) e lembre-se claramente de uma coisa: Qualquer “Nome” ou “Título” que uma entidade possa vir a dar, também pode ser puramente fictício e puramente fruto de MISTIFICAÇÃO.
Curas, qualquer entidade mais terra a terra é capaz de fazer, desde que tenha aprendido a manipular energias, não sendo necessário qualquer tipo de EVOLUÇÃO ESPIRITUAL, mas sim conhecimento de técnicas de manipulação energética. Pseudo-afastamentos de kiumbas pela simples presença, podem não passar de simples acordo entre entidade e seus próprios asseclas com fins de, como já explicamos: PURO IMPRESSIONISMO VISUAL! Com que fins? Deixo pra você esta conclusão! Só não subestime a inteligência de qualquer espírito, seja para o bem ou para o mal em cada situação, sob pena de ser brutalmente penalizado(a) e acabar tendo que migrar também para outras religiões ou seitas.Os que gostam de viver de ilusões, no mundo da fantasia; os que continuam achando que porque o espírito está “do outro lado”, já virou anjo, deva ou orixá, são, certamente, os alvos mais visados, tanto para ENCOSTOS quanto para OBSESSORES que tenham trazido de outras eras ou com os quais tenham assumido dívidas na presente vida!Uma outra técnica utilizada, tanto por Encostos, quanto por Obsessores (mais por estes últimos), é aquela em que o “sujeito alvo” não é atacado diretamente e sim por tabela, como costumamos dizer.Nesta técnica o ente espiritual, não conseguindo atuar diretamente no “alvo”, procura alguém próximo a ele - normalmente irmão ou irmã, mãe, pai, amigo(a) muito chegado(a), esposa ou marido, etc. - e, atuando em seus psiquismos, começa a provocar brigas, desentendimentos e/ou todas as formas possíveis de confusões, de uma forma tal que “o alvo”, se for médium, mesmo atuante, vai ficando sensibilizado por essas situações, chega a duvidar da própria Guarda Espiritual que julga acompanhá-lo, no que não costuma estar errado, pois caso contrário o processo obsessivo se daria diretamente sobre ele(a).Por desconhecimento pessoal desse tipo de “técnica de ataque” (falta de estudos específicos) e mesmo sendo um bom médium e estando acompanhado de entidades positivas para si, mas de não grande visão espiritual(2) (esse é um outro detalhe ao qual muitos de nós não damos importância, mas é primordial, principalmente para quem almeja posto de Direção de Terreiro) o antes bom médium começa enveredar pelo caminho da dúvida que provoca a hesitação, que provoca aos poucos a desconexão com seu(s) antes protetor(es), que provoca, por fim, a abertura de guarda para a infiltração do obsessor. Este por sua vez, se for daqueles espertos, vai aparecer, não como um vigoroso atacante, mas sim como o “salvador da pátria” - “uma entidade bem forte que vem pra acabar com aquela demanda toda” (observe as aspas e entenda o que quer dizer).O que faz nosso “alvo” diante de toda aquela demonstração de força e vigor? Claro … confia inteiramente seus caminhos a esse “novo amigo”, “forte e poderoso”, como se mostra.E tome trabalhos, e tome matanças, e tome isto e mais aquilo, sem que o “alvo” consiga perceber que passou a alimentar e fortalecer ainda mais os amiguinhos de seu “novo amigo” e a ele próprio, é claro. Seus antigo protetores? Nem aí! E se aparecer alguém dando o mesmo nome ritual anterior, ou sempre foi da gang ou é outro que aparece agora desta forma, para dar um certo ar de confiabilidade a tudo que se está fazendo.Como o “pessoalzinho” que criava toda a confusão familiar, por exemplo, era dessa mesma gang, (ou era até ele mesmo) com a entronização do “chefe”, vão deixando de atuar nos familiares, amigos, etc., dando ao “alvo” a sensação de que “tudo está correndo às mil maravilhas” - mais uma “prova de que o caminho escolhido foi o correto” (observe novamente as aspas).Como testar poder-se estar passando por um processo parecido? Simples. Uma das formas é esta: Pare de fornecer as “obrigações” regadas a ejé (menga, sangue), pare de servir este “novo amigo” com todos os objetos materiais que costuma pedir, para causar seus impressionismos visuais, “suas curas”, e veja como vai ficando a sua vida.Mas será que você será corajoso(a) o suficiente para tentar isto? Porque se você a ele acorrer pelo novo avesso em sua vida, com certeza a resposta será algo parecido com: “Você não está cumprindo com suas obrigações! Como posso ajudá-lo?” - “E se o “salvador da pátria” não me pedir nada em particular?”Perceba o teor das “obrigações” que ele(a) passa a pedir dos consulentes. Os mais espertos, com a finalidade de não espantar “o alvo”, pedem de outros o que necessitam para si próprios, sempre no intuito de “se materializarem” cada vez mais e com isto assumirem ainda mais a vida, não só de seu médium, como também a de outros incautos encarnados (lembre-se de que não costumam trabalhar sozinhos) que com eles comunguem em formas de pensar e agir.-”E se nem isto de pedir aos outros acontece?”Se é um espírito obsessor, com certeza já está tão misturado na essência energética do médium, que nem precisa mais dessas coisas - não é mais um simples obsessor porque já controla o encarnado o suficiente para comandar-lhe todas as vontades.Lembro aqui, de novo, o caso da senhora que acabou se atirando pela janela por contrariar o desejo de seu “protetor” e, novamente, as mortes trágicas dos sucessivos médiuns do “famoso Dr. Fritz”.E aqui vai mais um aviso aos ingênuos que acham não precisarem estudar e estarem sempre atentos. (grifo nosso)Um dos grandes problemas atuais da Umbanda concentra-se no pouco preparo cognitivo de alguns que se alçam aos postos de Chefes de Terreiro, com seja lá o título que resolvam assumir. Não é só a avareza, a prepotência, as futilidades, a vaidade, etc., (“qualidades” estas sempre atrativas para espíritos do mesmo naipe) que acabam levando o médium ao desastre, mas também e principalmente o GRAU DE INGENUIDADE E DESPREPARO no reconhecimento sobre QUEM ESTÁ DO OUTRO LADO E SUAS VERDADEIRAS INTENÇÕES.Duvida disto? Então pague pra ver! Mas não se esqueça de que muitos também duvidaram antes e hoje …E tenha sempre em mente o que já nos dizia o célebre Caboclo Mirim: “UMBANDA É COISA SÉRIA PARA GENTE SÉRIA!” Eu diria: para gente MUITO SÉRIA!
Fonte:http://blog.povodearuanda.com.br/?p=2098
publicado por Pai Pedro de Ogum às 12:21
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Domingo, 2 de Novembro de 2008

Atabaques na Umbanda

Curimba é o nome que damos para o grupo responsável pelos toques e cantos sagrados dentro de um terreiro de Umbanda. São eles que percutem os atabaques (instrumentos sagrados de percussão), assim como conhecem cantos para as muitas “partes” de todo o ritual umbandista. Esses pontos cantados, junto dos toques de atabaque, são de suma importância no decorrer da gira e por isso devem ser bem fundamentados, esclarecidos e entendidos por todos nós.

Muitas são as funções que os pontos cantados têm. Primeiramente uma função ritualística, onde os pontos “marcam” todas as partes do ritual da casa. Assim temos pontos para a defumação, abertura das giras, bater cabeça, etc.

Temos também a função de ajudar na concentração dos médiuns. Os toques assim como os cantos envolvem a mente do médium, não a deixando desviar – se do propósito do trabalho espiritual. Além disso, a batida do atabaque induz o cérebro a emitir ondas cerebrais diferentes do padrão comum, facilitando o transe mediúnico. Esse processo também é muito utilizado nas culturas xamânicas do mundo afora.

Entrando na parte espiritual, os cantos, quando vibrados de coração, atuam diretamente nos chacras superiores, notavelmente o cardíaco, laríngeo e frontal, ativando – os naturalmente e melhorando a sintonia com a espiritualidade superior, assim como, os toques dos atabaques atuam nos chacras inferiores, criando condições ideais para a prática da mediunidade de incorporação.

As ondas energéticas – sonoras emitidas pela curimba, vão tomando todo o centro de Umbanda e vão dissolvendo formas – pensamento negativas, energias pesadas agregadas nas auras das pessoas, diluindo miasmas, larvas astrais, limpando e criando toda uma atmosfera psíquica com condições ideais para a realização das práticas espirituais. A curimba tranforma – se em um verdadeiro “pólo” irradiador de energia dentro do terreiro, potencializando ainda mais as vibrações dos Orixás.

Os pontos transformam – se em “orações cantadas”, ou melhor, verdadeiras determinações de magia, com um altíssimo poder de realização, pois é um fundamento sagrado e divino. Poderíamos chamar tudo isso de “magia do som” dentro da Umbanda.

A Curimba também é de suma importância para a manutenção da ordem nos trabalhos espirituais, com os seus pontos de “chamada” das linhas, “subida”, “firmeza”, “saudação”, etc. Entendam bem, os guias não são chamados pelos atabaques como muitos dizem. Todos já encontram – se no espaço físico - espiritual do terreiro antes mesmo do começo dos trabalhos. Portanto a curimba não funciona como um “telefone”, mas sim como uma sustentadora da manifestação dos guias. O que realmente invoca os guias e os Orixás são os nossos pensamentos e sentimentos positivos vibrados em vossas direções. Muitas vezes ao cantar expressamos esse sentimentos, mas é o amor aos Orixás a verdadeira invocação de Umbanda.

Falando agora da função de atabaqueiro e curimbeiro, ou simplesmente da função de “ogã” como popularmente as pessoas chamam na Umbanda, enfatizamos a importância deles serem bem preparados para exercerem tal função em um terreiro. Infelizmente ainda hoje a mentalidade de que o ogã é “qualquer um que não incorpore” persiste. Mas afirmamos, o ogã como peça fundamental dentro do ritual é também um médium intuitivo que tem como função comandar todo o “sector” da curimba. Por isso faz - se necessário que seja escolhido uma pessoa séria, estudada, conhecedora dos fundamentos da religião.

Além disso, o ideal é que o “neófito” que busca ser um novo ogã procure uma escola de curimba, onde aprenderá os fundamentos, os toques de nação e “como”, “o quê” e “quando” cantar.

Mulheres também podem ser atabaqueiras e curimbeiras, SIM! O “cargo” de ogã vem do candomblé e apenas é dado a pessoas do sexo masculino. A mulher no Candomblé não toca atabaque, por alguns dogmas da religião, principalmente em relação à menstruação. Na Umbanda não importamos dogmas e conceitos do candomblé, mas sim seguimos os nossos, passados diretamente pelos nossos guias e mentores. Nuca vimos um caboclo ou preto – velho proibindo mulher de tocar atabaque, por isso afirmamos, na Umbanda mulher toca e canta sim e, diga – se de passagem, muitas vezes melhor do que os próprios homens.

Por fim, queremos fazer alguns comentários a cerca da espiritualidade que guia os trabalhos da curimba. Muitas linhas de Umbanda existem no astral e trabalham ativamente nele, apesar de não incorporarem. Existem muitas linhas de caboclos, exus, pomba – giras, etc, que por motivos próprios trabalham nos “bastidores”, sem incorporarem ou tomarem a “linha de frente” dos trabalhos espirituais. Também existe uma corrente de espíritos que auxiliam nos toques e cantos da curimba. São mestres na música de Umbanda, verdadeiros guardiões dos mistérios do “som”. Normalmente apresentam – se com a aparência de homens e mulheres negras, com forte complexão física para os homens, e bela mas igualmente forte para as mulheres. Seus trajes variam muito, indo desde a roupagem mais simples como um “escravo” da época colonial, como até mesmo o terno e o vestido branco.

São espíritos bondosos, muito alegres e divertidos, que com o cantar encantam a muitos no astral. Alguns fazem – se presente auxiliando o toque, outros o canto e outros ainda auxiliam a manutenção da energia e sua dissipação dentro do terreiro. Muitas vezes chega a acontecer uma espécie de “incorporação” desses guias com os ogãs, os inspirando a determinados toques e cantos. Qualquer pessoa com experiência em curimba pode relatar casos aonde um ponto vem na hora que ele é necessário e depois você simplesmente o esquece. Isso acontece sobre inspiração desses mentores.

Algumas vezes também, em festas de Umbanda e dos Orixás, onde muitos se reúnem, percebemos que diversos espíritos chegam trazendo seus “tambores astrais”, percutindo – os a partir do astral, ajudando na sustentação e na energia das festividades, potencializando ainda mais os toques dos atabaques e as energias movimentadas.

Quando os Guias, incorporados fazem sua saudação à frente dos atabaques, estão saudando as pessoas que tocam, estão pedindo para que as forças movimentadas pela curimba sejam benéficas a todos, mas estão principalmente, saudando e agradecendo a toda essa corrente de trabalhadores “anônimos” do astral. Estão percebendo como muita coisa foge aos nossos sentidos em uma “simples” e humilde gira de Umbanda?

Sabemos que esse universo da curimba muitas vezes é pouco explicado, e muitos chegam a defender a abolição dos atabaques dos centros de Umbanda. A isso, os próprios guias e mentores de Umbanda respondem, tanto incentivando os toques e trazendo mentores nesse “campo” , como também, abrindo turmas de estudo de Umbanda e desenvolvimento mediúnico, onde percebemos claramente que o “animismo” acontece por despreparo do médium, falta de estudo ou orientação e não pelo uso de atabaques. Colocar a culpa nos atabaques é como “tampar o sol com a peneira”. Afinal, como explicado parágrafos acima, o atabaque quando bem utilizado é ótima ferramenta para o desenvolvimento mediúnico.

FERNANDO SEPE

publicado por Pai Pedro de Ogum às 16:36
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Sábado, 1 de Novembro de 2008

Umbanda e Candomblé

As diferenças entre a Umbanda e o Candomblé

Esses são alguns tópicos que relacionei sobre as diferenças entre a Umbanda e o Candomblé, e com isso você poderá aprender um pouco mais sobre a religião.

 

Alguns grupos de Umbanda assimilam mais elementos do espiritismo, dando origem à umbanda de mesa, que nesse tipo de ritual os adeptos costumam chamar de "Mesa Branca". Porém a maior predominância é dos rituais que parecem semelhantes aos do Candomblé. Essa predominância varia de terreiro para terreiro, dependendo da doutrina de cada pai ou mãe de santo, se essa predominância for muito grande, chamamos de "Umbandomblé".

Apesar de alguns rituais e entidades serem as mesmas do Candomblé, existem ainda algumas particularidades que diferenciam a Umbanda do Candomblé, por exemplo os orixás no Candomblé não se comunicam diretamente com a assistência. Para que a assistência possa saber alguma coisa para melhorar sua vida, ela precisa falar com o Babalorixá que consultará os Búzios, só assim os orixás poderão orientar a pessoa sobre seus problemas.

Na Umbanda, a assistência pode consultar as entidades diretamente, sem precisar do jogo de Búzios, uma vez que as entidades podem utilizar o corpo do médium para se comunicar. Essa consulta só pode acontecer nos dias de gira de trabalhos, essa gira é especialmente para isso. Existem outras giras, como por exemplo a Gira de Desenvolvimento, onde os médiuns novatos praticam e se aperfeiçoam na comunicação com o orixá e entidades.

Há ainda para se dizer que na Umbanda os orixás maiores ou santos (Iemanjá, Oxóssi, Xangô, Ogum, Oxum, Iansã, etc) não falam, quando eles "baixam" no terreiro, só sua presença já é uma benção, os santos não tem a falange (linguajar) para que as pessoas possam entender, eles já transcenderam da Terra há muitos anos e adquiriram muita luz, portanto, aqui na Terra, o máximo que fazem são emitir sons (ou mantras) como por exemplo o canto de Iemanjá, que para uns pode ser um canto e para outros um choro.

As consultas ficam por conta das entidades de cada linha como por exemplo: os baianos, preto-velhos, boiadeiros, marinheiros, crianças, etc, que por estarem mais próximos de nossa realidade (pois desencarnaram a apenas algumas décadas - como no caso dos pretos-velhos), podem nos ajudar por conhecerem bem mais de perto os problemas terrenos.

Outra característica marcante é o Gongá de um terreiro de Umbanda que tem, lado a lado, imagens de santos católicos (estes representando os orixás) e imagens das entidades (marinheiros, caboclos ameríndios, pretos-velhos, crianças, etc) e também podem ter outras imagens como de Santa Luzia, Santo Agostinho, Santo Expedito, etc. Em terreiros de candomblé cada orixá tem seu lugar, como por exemplo um quartinho, onde ficam os objetos do orixá.

Os médiuns também não precisam ficar o dia inteiro no terreiro e nem dedicar todo o seu dia a ele, basta apenas ter a responsabilidade de estar nos dias de gira e cumprir sua missão com amor e caridade no coração.

Os médiuns não incorporam cada um um orixá, os médiuns seguem a linha que os tabaqueiros e o Ogan (sabendo-se que ele só irá puxar um ponto quando o Pai ou Mãe de Santo autorizar) puxam, por exemplo, se estiverem cantando um ponto sobre Oxóssi, os médiuns e a assistência já sabem que quem vem para trabalhar são os caboclos.

Outra diferença básica é como os médiuns se preparam para incorporar, ao contrário do Candomblé que dançam num círculo em movimento, rodopiando seus corpos ao som dos atabaques e outros instrumentos, na Umbanda o médium fica parado, acompanhando por palmas os pontos cantados e esperando o momento exato para a incorporação dos orixás ou das entidades.

Para os médiuns novatos, a Mãe ou Pai de Santo "puxam" a linha dos orixás fazendo o sinal da cruz em sua testa e trazendo os orixás para que médium que ainda não tem experiência suficiente para incorporar o orixá sozinho, possa trabalhar (porém nesse estágio ainda não podem dar consultas nem passes).

A música também é bem diferente, uma vez que no Candomblé vai depender de que nação é, já na Umbanda os cânticos são todos cantados em português.

As roupas são brancas em geral e o uso das cores fica reservado para os Pais e Mães de Santo e em dias de festa e homenagem no terreiro.

As roupas pretas e vermelhas são usadas em dia de Gira de Exu, e também reservado apenas ao direito do médium de incorporação e Pais e Mães de Santo, os outros médiuns (novatos, ogans, cambones, etc) devem usar roupas brancas somente ou com uma fita vermelha presa a sua cintura.

A assistência deve sempre ir a um terreiro de roupas claras, deixando-a escura para as giras de exus, ainda assim muitos terreiros orientam aos freqüentadores a usar a roupa branca; na Umbanda, o branco significa proximidade com a clareza, paz de espirito e abertura de seu corpo para as coisas boas (uma vez que o preto significa luto - corpo fechado) se a pessoa quer receber uma graça, ela deve estar receptiva para que isso aconteça. Cada orixá vibra em uma cor, por exemplo, Oxossi vibra na cor verde assim como Iansã na cor amarela, mas indiscutivelmente o branco (Oxalá) é aceito por qualquer linha.

Linhas e Falanges -- No candomblé os orixás formam um sistema, estando ligados por laços de casamento e descendência; por exemplo: Nanã é a ancestral feminina, a avó, enquanto Ogum é filho de Oxalá com Iemanjá e assim por diante. Assim no candomble cada orixá tem sua história, suas paixões, lutas e apresentam preferências alimentares de cada um, cores, roupas, adereços, etc.

Os espíritos dos antepassados bantos e as entidades ameríndias - os caboclos - não apresentam esse tipo de organização: estão distribuídos em aldeias, reinos, tribos e, em vez de formarem um sistema, justapõem-se entre si. Com a influência do kardecismo, a Umbanda usa para sua organização o que chamamos de LINHAS e FALANGES - princípios de organizações e classificação dos espíritos. Linhas e Falanges constituem divisões que agrupam as entidades de acordo com as afinidades intelectuais e morais, origem étnica e, principalmente, segundo o estágio de evolução espiritual em que se encontram, no astral.

De acordo com os mais variados critérios e sem limite de número, o que na prática se traduz em uma multiplicidade de esquemas, a partir das sete linhas tradicionais da Umbanda, por sua vez subdivididas em sete falanges ou legiões.

Linha de Oxalá

Linha de Iemanjá ou Linha das Águas

Linha de Oxóssi

Linha de Xangô

Linha do Oriente / Linha de Cosme e Damião*

Linha Africana ou das Almas

Linha de Ogum

publicado por Pai Pedro de Ogum às 10:14
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