Este é o seu espaço de encontro entre o Mundo Espiritual e o Mundo Material. É a ponte para as dúvidas que muitas vezes pairam entre nós. É a ajuda para solucionar os seus problemas, é a orientação a quem necessita. É a Essência da Vida traduzida em palavras. Por isso, apareça, relaxe, viaje neste espaço e siga o seu coração tirando todas as suas dúvidas.

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SER UMBANDISTA

 

Falam em tantas Umbandas. Branca, esotérica, popular, traçada, de nação, omolocô, umbandolé, candomblé de caboclo, evangelizada, kardequizada, iniciática e outras mais.

O que é Umbanda então? Se são tantas, porque cada qual teima em dizer que somente a sua, aquela que ele pratica, é a verdadeira?

Origens, respondem todos em unísono!

Esta seria a solução para os problemas! E qual a origem da Umbanda verdadeira?

Lá vamos nós novamente viajar por inúmeras teses. Negros Africanos, Sumérios, Atlântida, Astros, Planetas diversos, Seres extraterrenos, Anjos celestiais, etc…..

Mas será que isso tudo é importante?

Porque temos que precisar ou determinar qual das Umbandas é a mais ou a unicamente correta?

Quem sabe não são mesmo várias Umbandas, totalmente diferentes umas das outras. Ou, ainda por outro lado quem sabe, ela é somente uma mesmo, apenas com várias ramificações!

E porque seria assim? Afinal de contas todas as demais religiões não são únicas? Serão mesmo?

Vejamos: A igreja católica divide-se em um sem número de ramificações, das tradicionais às mais atuais. Tem a Apostólica Romana, Apostólica Brasileira, Carismáticos, Ortodoxos e outras. E todos se denominam como? Católicos! Nada mais! Se as conversas convergem para fundamentos religiosos, ai sim quando sabem, denominam- se especificadamente.

E os Evangélicos? Se autodenominam de Cristãos! Antes eram Crentes, agora não gostam mais dessa denominação, afinal de contas, os praticantes das demais religiões também o seriam, já que todos os que crêem em Deus, Crentes como eles seriam. Mesmo que seja aplicada de igual forma em relação a Cristãos o entendimento sobre outras religiões, parece esta denominação genérica a que mais os diferenciam das demais. Mas e entre eles próprios, existem diferenças entre as denominações? Sim e não são poucas. Batista, Adventista, Assembléia de Deus, Testemunha de Jeová e outras mais novas.

E nós, os Umbandistas, e porque não dizer Espíritas, não podemos ter também várias denominações ou entendimentos?

Opa! Espere um pouco! Umbandistas ou Espíritas? Lá vamos ter outra briga séria com alguns de nossos irmãos Kardecistas. Afinal de contas, de acordo com alguns deles, somente são espíritas os que seguem a doutrina espírita desenvolvida por Allan Kardec. Mas qual a definição de Espírita? De acordo com o próprio Allan Kardec, que no livros dos médiuns, assim define Espírita. “Espírita, é aquele que crê no espírito e nas suas manifestações” . Assim todo aquele que acredita nesta máxima, do ponto de vista do próprio Kardec, então será espírita. Devemos apenas preocuparmo- nos em sermos bons espíritas. Coisa que, infelizmente muitos irmãos, sejam Umbandistas, Kardecistas ou outros, ainda não se preocupam como deveriam.

Mas voltemos aos nossos próprios problemas. Já temos bastantes deles entre nós para que nos preocupemos com outros externos!

O que é mais importante numa religião? De onde ela vem ou para onde ela vai?

Que interessa o berço em relação ao trabalho futuro. Será mais importante a caridade do irmão de poucas posses do que a oração do mais abonado? Se formos olhar bem a fundo cada uma das diversificações de nomes ou qualificações das diversas Umbandas, veremos que em todas elas manifestam-se entidades espirituais semelhantes, tais como os Caboclos, Pretos-Velhos, Exus, Crianças e Orixás, além de Baianos, Mineiros, Boiadeiros, Zé Pelintras, Ciganos, etc….

Uma religião que prima pela Caridade, Humildade e Amor, não poderia se dividir tanto entre seus filhos.

Discutem se o Caboclo pode ou não pode usar cocar, se o Preto-Velho pode ou não pode usar chapéu, se Exu é guardião ou apenas mensageiro e deixa-se muitas vezes de perceber e até mesmo de cobrarem-se a si próprios se a caridade que estão praticando ou intermediando é real.

Será que chegar ao centro já olhando que horas são pois tem um compromisso inadiável mais tarde, permitirá ao Caboclo praticar uma boa caridade utilizando aquela matéria tão apressada?

Será que a humildade do Preto-velho terá capacidade de influenciar uma pessoa acometida de mal momento ou dor física, a ter calma ou perdoar a quem a tenha ofendido, vibrando numa cabeça que o encara não como um escravo simples, que pela dor alcançou a luz, mas sim como um majestoso soberano que não poderia imaginar como tamanha fraqueza de pensamentos pode assolar estas ínfimas criaturas.

E ainda sobre o Caboclo, o qual na concepção daquele médium não é índio, mas médico ou um antigo rei de uma civilização ainda desconhecida, poderá atuar sobre quem o considera apenas um índio forte e garboso?

E Exu? Ele que em algumas casas mais sofisticadas é Guardião, entidade de alta luz que tem trânsito livre entre todos os ambientes vibracionais, liberando ou aprisionando almas ainda em decomposição moral, e que nas casas mais populares é apenas um enviado de entidades, ou mesmo um serviçal incumbido de levar e trazer as cascas grosseiras dos restos dos trabalhos espirituais, descarregando- os nos lodaçais espirituais no baixo astral de onde ele pode até sair, mas não poderá ir tão alto, para que as luzes espirituais dos ambientes muito elevados não o ceguem. E se saísse, o que faria? Sua fraqueza espiritual não o permitiria enxergar mesmo os seres iluminados de outras diretrizes.

Será mesmo que as entidades se preocupam com estas diferenciações?

Não! As entidades espirituais são seres de luz, são apesar de ainda

imperfeitos na evolução espiritual, conhecedores da visão mais iluminada da caridade. Eles não se preocupam com as roupas que a eles queremos impor. Para eles o que importa é o amor, a união, a elevação.

Irmãos! Que divisão nada! A Umbanda é única! Ela é perfeita! Tão perfeita que se adapta a tantas interpretações, tão linda e majestosa, que aos olhos de cada um mostra a luz da maneira que possa ser percebida. E suas origens são mesmo polêmicas, mas não traduzem os maiores ideais da religião. Caridade, humildade e amor.

Que se busquem historicamente as origens, mas não contaminemos nossa prática religiosa com nossas próprias imperfeições, com nossos próprios preconceitos, com nossos próprios interesses pessoais. Ao invés de subdesenvolvido, que tal tradicional? Ao invés de cultos exagerados, que tal criteriosos? Ao invés de discussão, que tal aceitação?

Não seremos menor se Africanistas, ou maior se Iniciáticos! Mais capazes, se optarmos por fundamentos de nação ou menos capazes, se seguirmos os ensinamentos à luz Kardequiana! Seremos sim maiores ou menores, se levarmos em consideração a caridade que conseguirmos praticar!

Muitos se mostram prontos para uma verdadeira luta na intenção de resgatar a verdadeira Umbanda, outros pretendem livrá-la de influências negativas de outras religiões.

Vamos fazer mais que isso! Vamos praticar a nossa Umbanda, aquela que nos toca ao coração com sentimentos de amor e caridade. Vamos mostrar esse amor a todos os nossos irmãos. E ai quem sabe, teremos uma Umbanda única e verdadeiros Umbandistas.

 

(Desconheço a Autoria. Autor, por gentileza, se pronuncie para darmos os parabéns por esta pérola!)

publicado por Pai Pedro de Ogum às 20:33
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3 comentários:
De seferlis a 4 de Dezembro de 2010 às 23:38
Concordo plenamente com tudo aquilo que está escrito neste artigo, no entanto não deixou de estranhar uma coisa!
Se Deus é Universal não escolhe cor, raça, estrato social etc etc, Não se compreende o porque da discriminação de outros espíritos de luz para além daqueles que são convidados a descer na Umbanda! Respeito qualquer espírito de luz que vem fazer caridade,não me interessa como ele se chama nem quem é mas sim o que ele representa e aquilo que vem fazer numa gira. Será que nós povos ocidentais não temos espíritos igualmente com muita luz para serem chamados numa gira? Estou de opinião que deve haver sim e que não só tem o direito de ter o seu lugar nas giras, como podem ser uma mais valia e um grande auxílio para quem precisa!
Quero que isso seja levado como uma simples opinião de uma leiga no assunto mas que tem tido essa dúvida de uma forma persistente na sua cabeça.
Muito obrigada por tudo o carinho e apoio que me tem dispensado
De seferlis a 5 de Dezembro de 2010 às 11:29
Muitas dúvidas ainda pairam na minha mente, muitas coisas gostaria um dia assimilar de forma a que possa ser merecedora do nome de filha de Umbanda.
Por enquanto só sei que tenho uma enorme gratidão aos orixás, e o que mais me tem tocado na Umbanda é o espírito de caridade que se pratica através dos seus médiuns, gente simples e dedicada. Não interessa o nome que se dá a uma crença, a um culto, mas sim a sua finalidade.
Acredito pouco nos homens, aprendi da pior maneira o que era explorar a fé dos seus semelhantes, mas aprendi também que não podia misturar as coisas.
Neste momento penso que encontrei uma casa, um pai e uma mãe e irmãos maravilhosos, um lugar aonde sou tratada com carinho, respeito e amor!!! Mais uma vez renasceu a esperança de ter encontrado o lugar que sempre procurei.
O meu reconhecimento e respeito para todos que trabalham no Templo do Pai Pedro de Ogum.
Antónia
De seferlis a 8 de Dezembro de 2010 às 11:55
Concordo plenamente com a opinião veiculada por este artigo.
Hoje voltei a lê-lo e de facto me senti representada nele, pois claramente não interessam certas coisas para nada!
Tenho amigos na Umbanda, no Candomblé, nos católicos, ortodoxos, etc etc. Todas as crenças são válidas e todas as casas de culto sobrevivem quando tem lideres espirituais capazes de promover valores e atitudes que vão ao encontro da caridade e do amor, que sabem acolher mas sobretudo aceitar as diferenças, que sabem ser firmes nos princípios, mas flexíveis quanto as imperfeições de cada um de nós, e que sejam capazes de nos ajudar a evoluir sem chocar ou julgar o nosso passado.
Isso eu encontrei na casa do pai Pedro.
Pai não mude, continua igual a si próprio que está no bom caminho!
As casas são feitas de pessoas para pessoas, e sem um bom líder nenhuma casa pode ter sucesso.
No entanto um bom líder deve sempre trabalhar no sentido das coisas continuarem na sua ausência, e isso também o pai Pedro conseguiu! A mãe que o substituiu na sua ausência, foi linda na gira levando os nossos mais sentidos aplausos!
Um bem haja por existirem

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Pai Pedro de Ogum

Babalorixá

O Pai Pedro de Ogum é o Dirigente Espiritual do Templo Sagrado de Umbanda, com Ordem de Ifá (Leitura de Buzíos), Pai Pedro de Ogum desenvolve actualmente um trabalho de organização e implementação da FEUCA - Federação Europeia de Umbanda e Cultos Afro, além do trabalho de divulgação dos fundamentos da Umbanda, ao efectuar Palestras e Workshops em prol de uma boa informação sobre o que é a Umbanda e os Cultos Afro.




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