Este é o seu espaço de encontro entre o Mundo Espiritual e o Mundo Material. É a ponte para as dúvidas que muitas vezes pairam entre nós. É a ajuda para solucionar os seus problemas, é a orientação a quem necessita. É a Essência da Vida traduzida em palavras. Por isso, apareça, relaxe, viaje neste espaço e siga o seu coração tirando todas as suas dúvidas.

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Sexta-feira, 28 de Janeiro de 2011

IURD VERSUS UMBANDA

“Ritual de Libertação, Ritual de Desobsessão, Ritual de Descarrego….e outros”

 

Assisti ontem dia 27 de Janeiro, a um programa da rede Record - Portugal, em que se falava sobre o “Ocultismo… você acredita que é possível ajudar ou prejudicar alguém?”(ver Debate Publico), esta emissora de televisão é já célebre por ser propriedade da IURD, e tendenciosa e sabendo como é o método de intervenção publicitária, imediatamente comecei logo á procura de várias informações.

Bem, logo que vi este programa, e sentindo que a Umbanda estava a ser alvo de mais uma ataque desta instituição, achei que encontraria alguma coisa significativa na internet sobre este assunto tão melindroso para a IURD, e qual é o meu espanto, até havia vídeos (ver : Igreja universal X Umbanda ).
A ter conhecimento que o dado programa dava hipótese para se poder intervir, decidi fazer uma pequena intervenção no próprio programa, que apesar de ter somente feito uma única intervenção, em que chamei atenção do passado do tão conhecido “Bispo Edir Macedo” ter pertencido á Umbanda, e após a resposta pretensiosa, em que o apresentador falou que além de ele já ter pertencido á Umbanda, a IURD estava em 158 países, etc…etc….(parecia uma cassete conhecida), tento novamente realizar uma segunda intervenção, e por incrível que pareça tive o meu telefone desligado…….(rsssssssss).

Após esta recusa e após várias tentativas de poder dar a minha intervenção, cheguei à conclusão que se eles (IURD) estão a começar a fazer programas deste género em Portugal, é porque realmente a Umbanda lhe está a fazer frente no campo espiritual, pois a Umbanda realmente consegue trazer aquela resposta espiritual a todos os que nos procuram.

Agora, pergunto eu, porque é que as igrejas evangélicas que se estavam expandindo tanto, principalmente a Igreja Universal do Reino de Deus, se preocupam neste momento com a RELIGIÃO UMBANDA (atenção: A Umbanda é reconhecida como Religião pelo Estado Português e está abrangida pela LEI DA LIBERDADE RELIGIOSA - Lei nº 16/2001, de 22 de Junho), enquanto que a Umbanda, humildemente somente pretende trabalhar os seus fundamentos e trazer a todos aqueles que a procuram aquela resposta espiritual directa e trazer a PAZ  espiritual aos necessitados.

A forma caluniosa, com que realizaram a entrevista ao tal funcionário da loja esotérica citada no programa, foi uma autêntica manipulação de interpretação facciosa, pois esse funcionário apenas estava a fazer a sua função – responder às questões colocadas.
A entrevistadora ao manipular as questões, quis por todos os meios dar entender que ele (apesar de ser um mero funcionário da referida loja), era uma pessoa muito entendida do meio religioso.
Até parecia que a Umbanda não tem Teologia, Ritualística e Sacramentos, mas todos aqueles que assim pensam estão bem enganados, pois a Umbanda é uma RELIGIÃO.

Bem, mas é fácil explicar porque a Igreja Universal cresceu tanto: O seu líder o Pastor Edir Macedo, era umbandista, todos sabem. Ele teve a grande ideia de juntar a Cruz, maior símbolo da Igreja Católica à Rosa Branca, que foi ofertada à Yemanjá, e como sabemos o povo da Umbanda tem como ritualística o próprio culto a Yemanjá e realiza esse ritual todos os anos, para agradar a essa Grande Mãe.

Enquanto as seitas consideradas pagãs ou animistas, foram perdendo força, os bruxos, falsos “pais de santo” se escondiam no sincretismo da Umbanda para se apoderarem financeiramente dos necessitados, em Portugal surgiu o verdadeiro movimento Umbandista que apesar de muito trabalho de verdadeiros Pais de Santo ou Sacerdotes de Umbanda levam a Bandeira de Oxalá cada vez mais alto.

Como o tal “Bispo Edir Macedo” teve a sua iniciação na Umbanda decidiu se apoderar de vários rituais que são parte integrante da Doutrina e da Ritualística Umbandista, tais como a Sessões de Desenvolvimento e Sessões de Descarrego, mas aquilo que posso afirmar é : Sessão de descarrego é na Umbanda.

Outro factor interessante, é a questão da abertura de uma nova Igreja. Com a expansão dos Shoping Center com 10 ou 15 salas de cinemas, os cinemas de praças perderam força e faliram sendo arrendados pela Igreja com o dinheiro dos seus fiéis, que no dia seguinte inaugurava naquele cinema uma nova filial da IURD.

Um terreiro de Umbanda não se inaugura de um dia para o outro.

Jamais um cinema, viraria um terreiro no dia seguinte. Além, de vários sacudimentos no estabelecimento, há a necessidade de se assentar o chão e tudo o mais que é essencial em uma casa de Umbanda.

Tem ainda a questão dos média, a Igreja Universal é dona da Rede Record com toda uma campanha contra a Umbanda e a favor da própria Igreja. Mas para não me prolongar muito quero falar de como Jesus é apresentado aos fiéis da Igreja Universal, onde existem Milicianos evangélicos (milicianos mata), bandidos de cristo (bandido mata), um dos 10 mandamentos é justamente "Não matarás...".

Por fim os tão falados “Encostos” que baixam (incorporam) na Igreja - IURD. São todas as pessoas que perderam a credibilidade enquanto umbandistas ou candomblecistas, mas querem continuar fingindo que estão com os seus orixás. A diferença é que, na Igreja, o pastor sabe que é uma verdadeira palhaçada, mas finge que acredita, puxa o cabelo, agride a pessoa, chama de diabo e finge que libertou a pessoa. Sessão de descarrego da Igreja Universal é um fingimento tipo : finje que eu acredito. São pessoas incompetentes que necessitam de alguma coisa para justificar seus fracassos e incompetência, e então vão para a Universal e Genéricas se autos denominam Tranca Rua ou Padilha. Esta é a verdadeira Palhaçada!

Se Jesus é meio homem e meio santo, Exú também é. Se Jesus é o primogénito de Deus Criador, Exú, é o primogénito de Olódùmarè (Deus criador em idioma africano); se Jesus transformou a água em vinho, Esu afi okutá dipó yó (Exú transformou a pedra em sal). Há muito para ser discutido quanto aos mitos da história que foram usados para criar os mesmos mitos.

Mas está na Bíblia: "Dã julgará o seu povo, como uma das tribos de Israel. Dã será serpente junto à vereda, que morde os calcanhares do cavalo, e faz cair o seu cavaleiro por detrás. A tua salvação espero, ó Senhor! Gen. 49, 16-18.

Para finalizar, gostaria de afirmar que a finalidade da Umbanda não é se expandir em número de terreiros, Umbanda não promete o paraíso após a morte.

Na Umbanda, você deve ser feliz hoje e agora enquanto vive, para isso têm os ebós (oferendas), pra propiciar felicidade e alegria, além de saúde.

Eu já vi Orixá curar muita gente, e essa gente mais tarde, ir fazer peregrinações a vários lugares sagrados para agradecer a graça concedida, esquecendo-se que foi o Orixá que lhe trouxe essa cura.

A grande questão é que a pessoa não deve deixar seus desejos falarem mais alto que seu ORI.

Na Umbanda não há espaço para quem age dessa forma, por isso, o lugar dessas pessoas, é realmente noutro lugar.

Um forte abraço.

sinto-me:
publicado por Pai Pedro de Ogum às 21:35
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Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2011

Porque estudar Teologia de Umbanda ?

 

Teologia é a ciência que trata de Deus seus atributos e perfeições, bem como suas relações com os homens.

Há duas formas de estudar religião, de dentro para fora e de fora para dentro.

De dentro, quem estuda é o religioso, fazendo e produzindo Teologia.

De fora, quem estuda é o cientista da religião, por meio das Ciências Humanas.

A Teologia tem por tarefa explicar a religião.

Se há religião, há teologia.

As Ciências da Religião (Humanas) procuram apenas entendê-la como um fenômeno humano seja um fato social, psicológico, antropológico, histórico, filosofico ou outros. Sem no entanto estudar ou aprofundar em seus fundamentos, tarefa esta da Teologia.

Todo religioso quando passa a explicar sua religião produz Teologia.

Quem produz teologia é o religioso, independente de sua formação.

Só quem pode explicar a religião é o religioso, os demais devem tentar compreende-la.

Um Cientista pode questionar seus aspectos humanos nas mais variadas áreas.

Apenas o religioso faz crer, ensinar, preparar e iniciar a outros religiosos, dentro de sua ciência a Teologia.

Assim como apenas a comunidade religiosa pode definir como quer ou deve preparar seus sacerdotes, ministros, ministrantes, reconhecidos ou não por meio de ata, estatuto (reconhecimento legal) ou certificado (reconhecimento de seu preparo), por este mesmo grupo que o identifica (reconhecimento afetivo-religioso).

Estudar Teologia é Estudar Religião.

Esta Ciência pode ser definida como um estudo racional de seu universo religioso, o que envolve desde os fundamentos mais básicos de seu ritual – sua liturgia – até conceitos mais elaborados de sua Gênese ou Cosmologia.

Estudar Teologia de Umbanda é estudar a Religião de Umbanda.

Teologia da Umbanda é um estudo de todo o universo de Umbanda, desde os Orixás passando pelos guias e vindo até nós. Neste estudo se aborda Umbanda de forma teórica, sem a pretensão de mostrar a ninguém como deve ser o trabalho prático que as entidades tão bem realizam em templo (terreiro/centro/tenda/abacá/núcleo/Ilê/Tupãoca/ e outros), simplesmente com o objectivo de sanar aquelas dúvidas que muitas vezes não conseguimos esclarecer no dia a dia dentro do templo.

É tempo de estudarmos realmente a Teologia de Umbanda?

Podemos dizer que sim, pois, o estudo e a multiplicação do conhecimento sério e comprometido é a única maneira de mudarmos a atual situação da Umbanda, na qual cada um fala e faz o que quer dentro e fora da Religião de Umbanda.

Muitos umbandistas tem dificuldade em explicar o que pratica e porque pratica certos rituais, usa certos elementos, manifesta forças e poderes, por meio de entidades e orixás. Simplesmente porque não foram estimulados a estudar e se aprofundar no porquê de cada elemento que forma um todo, identificado como Umbanda. É certo que muitos não tiveram esta oportunidade de estudar, principalmente no que diz respeito aos “antigos”, mas hoje em dia já não cabe mais esta justificativa ou desculpa. Se Umbanda é a sua religião você deve estudá-la, seja aqui ou por outro meio.

 

Sabemos das dificuldades em estudar a Umbanda de forma auto-didata, pois já trilhamos este caminho, em que cada literatura afirma o contrário da outra e em que cada Mestre/Pai-de-santo/autor se torna o dono da verdade ultima de Umbanda.

Aqui não somos os donos da verdade ao estudar Umbanda, procuramos um caminho do meio, entre nossas convicções e a compreensão do “outro” umbandista. Cremos nos resultados de compreensão da religião por meio destes ensinamentos que permitiram a nós mesmos entender e praticar Umbanda de uma forma mais aberta e tranqüila. Sem dogmas ou tabus, já que tudo pode e deve ser explicado à luz da razão.

Umbanda é Mais que o nosso terreiro.

Nosso terreiro é Umbanda, mas a Religião de Umbanda é mais que nosso terreiro.

Nós somos Umbanda, mas Umbanda é muito mais que todos nós juntos.

A Religião de Umbanda vai para além de conceitos e verdades locais ou limitadas a este ou aquele terreiro. Fato importante este pois muitos umbandistas ao se decepcionarem com o terreiro em que freqüentam acabam abandonando a religião, pois estavam limitados ao templo físico e a seu orientador (sacerdote/dirigente/padrinho/pai-de-santo...).

Já foi comum na Umbanda, médiuns serem proibidos de ler livros de Umbanda, conhecer outras casas  ou fazer perguntas sobre a religião.

Não podiam ler “para não fazer confusão”, “para não desaprender”, não podiam freqüentar outras casas “para não cruzar as linhas” e não podiam fazer perguntas “porque não estavam preparados, ainda, para as respostas”.

Quando surgiram alguns Cursos de Umbanda, muitos foram e ainda são proibidos de freqüentar, e mais justificativas surgem, como “estão mercantilizando a Umbanda”, “Umbanda não se aprende em curso”, “vai pegar demanda” e outros como, por exemplo, desmerecer quem se dedica a ensinar sobre a sua religião.

Que outra forma existe para se organizar e passar o conhecimento aberto a todos, independente de onde vem, para onde vão e se são umbandistas ou não?

Assumindo o fato de que, nem sempre conseguimos manter um grupo de estudos em nosso próprio templo.  Seja por falta de tempo ou desinteresse, fica a pergunta:

Quantos conseguem se dedicar ao estudo constante e ensino religioso organizado e comprometido? Os resultados deste estudo (Teologia de Umbanda ) são positivos? Merecem crédito?

A árvore se reconhece pelos frutos.

Nada mais tranqüilizador que a compreensão teórica do que se pratica, afinal como criar uma identidade umbandista e me reconhecer como tal, se não consigo ainda compreender o que estou praticando e o vem a ser Umbanda.

Umbanda tem Fundamento... É preciso preparar...

Existe a necessidade real do estudo, sem a pretensão de subestimar a prática, mas com o objetivo de criar uma consciência “religiosa” que vá além dos limites de “terreiro”.  Por falta dessa consciência a Umbanda já perdeu muito espaço e vem sendo criticada, tornando-se alvo, entre outros, de seitas que a discriminam e acusam de praticas negativas diante de seus médiuns muitas vezes sem condições teóricas de se defender ou argumentar sobre a ignorância deste preconceito e discriminação.

 

A falta de uma Teologia pensada, de uma doutrina e de um acompanhamento dos novos dirigentes de Tendas de Umbanda, resultou em erros irreparáveis e condutas pessoais que não tinham e não tem  nada a ver com o que nos ensina a espiritualidade.

Muitas pessoas, ainda despreparadas, mal instruídas e até incapazes para a direção de um Templo, abriram suas tendas, criando a sua própria Umbanda e deram vazão a seus emocionais desequilibrados e seus vícios religiosos, pois não aceitavam a condição de liderados e almejavam serem líderes, bajulados ou temidos.

Então muitos abandonaram a Umbanda, depurando-a. É uma questão de tempo, para que os atuais e remanescentes dirigentes da Umbanda realizem um trabalho de base, de doutrinação de seus médiuns, instruindo-os e ensinando-os a prepararem bons filhos espirituais, adeptos, médiuns e bons dirigentes de tendas. E então, a Umbanda conquistará seu verdadeiro espaço religioso, pois o tipo de trabalho realizado por ela, só os verdadeiros umbandistas podem realizar, porque são os herdeiros naturais dos sagrados Orixás.

Por isso, é necessário que todo sacerdote umbandista desenvolva uma consciência voltada para o aprendizado permanente.

Conceitos filosóficos, teológicos e doutrinários mais profundos, só surgirão com o amadurecimento da própria religião e quando todos os umbandistas desenvolverem uma consciência religiosa verdadeiramente de Umbanda e totalmente calcada em conceitos próprios, de uma religião fundamentada na existência de um Deus único (Seja qual for seu nome; Zambi, Olorum, Olodumare, Tupã...) e na sua manifestação por meio de suas divindades (Orixás, Entidades).

publicado por Pai Pedro de Ogum às 09:15
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Quinta-feira, 20 de Janeiro de 2011

QUANTOS FILHOS SUA CASA TEM?

 

Um dia um jornalista ao entrevistar uma Mãe de santo, perguntou:

Quantos filhos sua casa tem?

A senhora não lhe respondeu como ele esperava, disse que ele deveria  acompanhar as atividades do terreiro na próxima semana que ele teria a resposta.

E assim foi no sábado pouco antes de se iniciarem os trabalhos lá estava ele sentado na assistência observando tudo.

Viu que havia mais os menos 40 médiuns, quase todos estavam na corrente, prontos para a gira, e aproveitavam estes momentos que antecediam o inicio dos trabalhos para mostrarem uns aos outros suas roupas novas, ou pra colocar algum assunto em dia.

Mas notou também que um grupo de cinco médiuns estava em plena atividade arrumando as coisas para o inicio dos trabalhos.

O trabalho foi muito bonito e alegre, quando terminou viu que a grande maioria dos médiuns se apressa em se retirar, uns por que queriam chegar logo em casa, outros por terem algum compromisso.

Notou mais uma vez que aqueles mesmos cinco médiuns que antes do inicio arrumavam as coisas, agora eram os que começavam a limpar e organizar o terreiro depois dos trabalhos.

Na segunda feira haveria um momento de estudos no terreiro e ele foi convidado, ao chegar ao local, chovia muito e viu que menos da metade da corrente se fazia presente, novamente notou que aquele cinco estava  lá.

Na quinta-feira haveria um trabalho na linha do Oriente, e também passaria na TV um jogo da seleção, novamente bem menos da metade da corrente compareceu, mas aqueles cinco estavam entre eles.

No sábado novamente estava sentado na assistência e novamente repetiu- se o que havia acontecido na semana anterior, os cinco médiuns fazendo os últimos preparativos para o inicio dos trabalhos, e também começaram a limpeza assim que estes se encerraram, e foi no término dos trabalhos que foi chamado pela Mãe de Santo, que lhe perguntou:

Você conseguiu descobrir quantos filhos tem em nossa casa?

Contei 43 minha mãe – respondeu.

Não, filhos verdadeiros tenho cinco. São aqueles que estavam presentes em todas as atividades da casa.

E os outros?

Os outros são como se fossem “sobrinhos” de quem gosto muito e que também gostam da casa, mas só visitam a “tia” se não houver nenhum atrapalho ou programa “melhor”, e mesmo vindo muitas vezes ficam contando os minutos para acabar os trabalhos.

O rapaz muito sério perguntou:

E por que a senhora não impõe regras para mudar isto?

Meu filho a Umbanda não pode ser imposta a ninguém, tem de ser praticado com entrega, o amor à religião não pode ser uma obrigação, ele deve nascer no coração de cada um, e o mais importante a Umbanda respeita o livre-arbítrio de todos os seres ...

E nós, somos “filhos” ou “sobrinhos” de Umbanda?

Somos Umbandistas em todos os momentos de nossa vida, ou somos Umbandistas somente uma vez por semana durante os trabalhos no terreiro.

 

Marco Boeing

Associação Espiritualista Mensageiros de Aruanda - Curitiba - PR

publicado por Pai Pedro de Ogum às 13:38
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Sexta-feira, 14 de Janeiro de 2011

O Papel da Religião

1. INTRODUÇÃO

O papel da religião é o de explicar os conteúdos existenciais do ser humano: de onde viemos, o que estamos fazendo aqui e para aonde vamos depois da morte. Quando indagamos sobre o papel da religião, associamo-lhe a idéia do  sentimento religioso, um dos mais complexos sentimentos que fundamentam a essência do ser humano. É um sentimento natural, como se vê claramente na Lei de Adoração. É sempre uma reverência ao Criador, ao Ser Supremo, ao Ser Sobrenatural, ao Desconhecido etc. Ele, em si, independe da razão, da inteligência, da cultura, do estudo. É natural, e por isso mesmo adquire diversas formas.

 

2. CONCEITO DE RELIGIÃO

2.1. HISTÓRICO

O Totemismo, a mais primitiva das religiões, com a idéia de totem, maná e tabu,  subordina um grupo de homens chamado clã aos seres considerados sagrados. O totem refere-se a tudo o que os membros de um clã julgam sagrados. Podem ser animais, árvores, pessoas etc. O termo mana designa uma força, material e espiritual, comum aos seres e coisas sagrados. O tabu — proibições — visa, essencialmente, a separar o sagrado do profano. (Challaye, 1981, cap. I)

O animismo é a religião que coloca em toda a natureza espíritos mais ou menos análogos ao espírito do homem. O Animismo foi, a princípio, chamado Fetichismo, coisa encantada, dotada de força mágica (Challaye, 1981, cap. II).

A Religião do Egito mostra-nos numerosas sobrevivências do Totemismo; um Animismo manifestado especialmente pela importância atribuída à vida futura dos mortos; um Politeísmo que alguns tentaram orientar para o Monoteísmo (Challaye, 1981, p. 44). Diz Emmanuel “Que o destino e a comunicação dos mortos e a pluralidade das existências e dos mundos eram para eles problemas solucionados e conhecidos” (Xavier, 1972, p. 45)  As Religiões da Índia apresentam-nos uma mistura de abundantes sobrevivências totêmicas e animistas e de um Politeísmo que se orienta ora para o Monoteísmo, ora para um piedoso Ateísmo (Challaye, 1981, p. 59).

O Judaísmo é a religião dos israelitas ou hebreus ou judeus. O documento essencial sobre o Judaísmo é o livro sagrado de Israel, o Antigo Testamento. A palavra testamento foi introduzida pela Igreja Cristã; é má tradução do vocábulo aliança, pois trata-se da aliança entre Deus e a humanidade. O Decálogo que a tradição atribui a Moisés, é uma bela página de literatura religiosa (Challaye, 1981, p. 140-152).

O Cristianismo é a religião dos Cristãos. É uma religião monoteísta que coloca em primeiro plano a comunhão com Deus, o Pai, por intermédio de seu filho Jesus Cristo, Salvador da humanidade (Challaye, 1981, p. 202).

O Islamismo é termo erudito que designa a religião do Islão (assim chamdo pelos muçulmanos, seus adeptos), fundada pelo profeta Maomé e baseada no Corão (livro que lhe foi revelado por Deus) (Enciclopédia Luso-Brasileira).

Historicamente, a religião é a crença em forças, poderes, deuses sobre-humanos; impotência perante esses poderes; desejo de salvação.

Fenomenologicamente, a religião está ligada ao sagrado: objeto, lugar, tempo, ritual, palavra etc.

 

2.2. ETIMOLOGIA

A palavra religião é de origem latina (religio). O significado não é claro. Cícero (106-43 a. C.) no De Natura Deorum afirma que a palavra vem da raiz relegere (“considerar cuidadosamente”), oposto de neglere, descuidar. Já Lactâncio, escritor cristão (m. 330 d.C.), diz que vem de religare (“ligar”, “prender”). Para Cícero, a religião é um procedimento consciencioso , mesmo penoso, em relação aos deuses reconhecidos pelo Estado. Para Lactâncio, a religião liga os homens a Deus pela piedade. Um termo de partida e um de chegada, em que princípio e fim são os mesmos. As duas raízes complementam-se. (Enciclopédia Luso-Brasileira)

3. CONCEPÇÕES REDUTIVAS DA RELIGIÃO

a) CONCEPÇÃO MÍTICO-MÁGICA: a Religião é uma ilusão ou uma superstição. A Religião ao entrar em conflito com a razão, torna-se dogmática para poder subsistir.

b) CONCEPÇÃO GNÓSTICA: a filosofia, filha rebelde da teologia, transforma-se numa religião, ao buscar a salvação através do conhecimento (gnose).

c) CONCEPÇÃO MORAL: o objecto da Religião é o mesmo da moral natural.

d) CONCEPÇÃO ANTROPOLÓGICA: para  D. Hume  a experiência  do terror é a origem da religião. Augusto Comte ao propor uma religião da humanidade abre uma nova perspectiva religiosa à consideraçào do homem moderno, limitando o âmbito do conceito de transcendência às coordenadas intramundanas.

e) CONCEPÇÃO SOCIOLÓGICA: segundo E. Durkheim as concepções religiosas têm por objeto, antes de mais, explicar e exprimir não o que as coisas têm de extraordinário, mas ordinário.

f) CONCEPÇÃO IRRACIONALISTA: de acordo com vários filósofos, a religião é um campo autônomo: não é o do conhecer, nem o do fazer, nem o do esperar, mas a contemplação extática do infinito.

g) CONCEPÇÃO PSICOLÓGICA: segundo Freud a religião é uma neurose obsessiva. (Enciclopédia Luso-Brasileira)

 

4. OS FUNDAMENTOS DA RELIGIÃO

4.1. SALVAÇÃO

Muita gente acredita que salvar-se será livrar-se de todos os riscos, na conquista da suprema tranqüilidade. Observe os primeiros cristãos: quanto não foi o sofrimento pelas suas mortes nas arenas romanas? Não são poucos os apodos, os sarcasmos, as zombarias daqueles que empreendem a grande batalha de se unir ao Cristo.

Salvar-se, pois, não será subir ao Céu com as alparcas do favoritismo religioso, mas sim converter-se ao trabalho incessante do bem, para que o mal se extinga no mundo. Salvar-se é, portanto, levantar, iluminar, ajudar e enobrecer, e salvar-se é educar-se alguém para educar os outros. É a responsabilidade de se conduzir e melhorar-se.

 

4.2. REVELAÇÃO

Os fundadores de religiões tinham revelações e visões nas quais o próprio Deus os chamava a atuar. Deus revelou-se a Moisés numa sarça que ardia. Quando Paulo foi chamado por Jesus, no caminho de Damasco, cegou-o um resplendor celestial. Maomé encontrou-se com o arcanjo Gabriel, que o reteve sem soltar, até que ele lhe prometeu seguir o seu mandato de reconhecer a vontade de Alá.

A Revelação Espírita, por sua natureza, participa ao mesmo tempo da revelação divina e da revelação científica. Quer dizer, sua origem é divina e da iniciativa dos Espíritos, sendo a sua elaboração fruto do trabalho do homem. Nesse sentido, o Espiritismo procede da mesma forma que as ciências positivas, aplicando o método experimental, ou seja, faz hipóteses, testa-as e tira as suas conclusões. Por exemplo: à hipótese de que os Espíritos que não se consideram mortos, os Espíritas devem provocar a manifestação de Espíritos dessa categoria e observar (Kardec, A Gênese, p. 19 e 20).

 

4.3. FÉ

A religião identifica-se com a fé. Para a maioria das religiões o que importa não é o que acreditamos mas como acreditamos. No uso popular dizemos isso quando uma pessoa acredita ou faz algo “religiosamente”. Acontece que ter a convicção ou “fé” em certas verdades não nos isenta de estarmos em erro. Por isso Allan Kardec, no capítulo XIX de O Evangelho Segundo o Espiritismo, esclarece-nos sobre os fundamentos da fé. Tenta distinguir a fé cega da fé raciocinada bem como a fé humana da fé divina. Traça-nos as diretrizes para o robustecimento de nossa fé, baseada na razão.

 

5. SENTIMENTO RELIGIOSO

5.1. RELIGIÃO E RELIGIÕES

Do ponto de vista social, as religiões são sistemas de símbolos, dependentes de um fundador, que teve a experiência religiosa original com modalidade própria. Esse sistema organizado de símbolos, ligado à tradição, contribui para que os indivíduos concretos adoptem atitude religiosa pessoal. Desde a mais alta Antiguidade a apresentação externa do símbolo vem se modificando, mas, muitas vezes, o conteúdo intrínseco continua o mesmo, ou seja, apenas transferimos os valores que eram próprios do Totemismo, do Fetichismo, e do Animismo para a época moderna: instituímos  tabus, adoramos os santos e seguimos cegamente as determinações de um líder religioso.

Faz-se preciso, na época actual, estabelecer a diferença entre religião e religiões. “A religião é o sentimento divino que prende o homem ao Criador. As religiões são organizações dos homens, falíveis e imperfeitas como eles próprios; dignas de todo o acatamento pelo sopro de inspiração superior que as faz surgir, são como gotas de orvalho celeste, misturadas com os elementos da terra em que caíram. Muitas delas, porém, estão desviadas do bom caminho pelo interesse criminoso e pela ambição lamentável dos seus expositores; mas, a verdade um dia brilhará para todos, sem necessitar da cooperação de nenhum homem”.(Xavier, 1981, p. 37)

 

5.2. RELIGIÃO COMO SISTEMA

Alguns autores, como Émile Durkheim, Mircea Eliade e Claude Lévi-Strauss, enfatizaram todos a idéia de que a religião corresponde a certas estruturas profundas. Embora contrários em muitos pontos de vista, o que há de comum principalmente entre Mircea Eliade e Claude Lévi-Strauss é que ambos valorizam as “regras” segundo as quais a religião é construída e, portanto, o seu caráter sistêmico; e ambos ressaltam a autonomia da religião em relação à sociedade.

Como traduzir para a prática a noção vaga de que a religião é um sistema? “No caso dos dogmas cristãos, é impossível saber (empiricamente) se Jesus Cristo pertence à mesma categoria de Deus Pai ou se lhe é inferior e, se não for nenhum desses o seu caso, qual é a relação hierárquica exata entre os dois.

Mas é perfeitamente possível predizer, se forem conhecidos os dados do sistema (neste caso, que há uma Trindade divina composta por três “pessoas” ou, pelo menos por três membros que têm nomes individuais), todas as soluções possíveis para o problema, as quais, na realidade, não são em absoluto “históricas” (embora tenham sido enunciadas por personalidades distintas em épocas distintas), pois estão sincronicamente presentes no sistema”. (Eliade, 1994, p. 18 a 20)

 

5.3. MEIOS E FINS

 

O fim da religião é a salvação da alma. Contudo, preferimos prender muitas pessoas a nós ou à nossa Igreja, impedindo-as de se salvarem em outra qualquer. Quer dizer, confundimos os meios com os fins. É preciso, pois, muito tato e muita perspicácia para não criarmos uma falsa adoração em todos aqueles que nos ouvem e que por nós tem certa simpatia.

 

5.4. TER RELIGIÃO E SER RELIGIOSO

O filósofo Dewey faz uma distinção entre ter uma religião e ser religioso. Para ele, ter uma religião é pertencer a uma Igreja e obedecer aos dogmas por ela impostos. Ser religioso é encaminhar o pensamento para os aspectos cósmicos da vida, ou seja, para a humildade, a simplicidade e o amor ao próximo. A Parábola do Bom Samaritano, pronunciada por Jesus, é um bom exemplo. Nela, Jesus retrata o Samaritano, considerado  herege, fazendo o que os conhecedores da lei e da religião deveriam fazer e não o faziam.

 

6. ESPIRITISMO

É o Espiritismo uma religião? Prende-se ao sentimento religioso? É uma manifestação fortuita? Tornar-se-á uma crença comum? Será uma Religião Universal? Eis algumas perguntas valiosas em nossa reflexão sobre a religião.

Muita tinta se gastou para afirmar ou negar que o Espiritismo seja uma religião. De acordo com Allan Kardec, O Espiritismo é chamado a desempenhar imenso papel na terra. Reformará a legislação, retificará os erros da História, restaurará a religião do Cristo, instituirá a verdadeira religião, a religião natural, a que parte do coração e vai direto a Deus, sem se deter nas franjas de uma sotaina, ou nos degraus de um altar. Extinguirá para sempre o ateísmo e o materialismo. (Kardec, Obras Póstumas, p. 299)

 

7. CONCLUSÃO

Se Doutrina Espírita é de libertação, por que ainda nos aprisionamos em algumas atitudes dogmáticas? Os Espíritos amigos sempre nos advertem que cada um terá de fazer a caminhada evolutiva por si mesmo. Mas, acostumados a sermos mandados por outrem, não temos iniciativa própria. Eis uma advertência que deve ser constantemente lembrada.

 

8. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA

CHALLAYE, F. As Grandes Religiões. São Paulo, IBRASA, 1981.

ELIADE, M. e COULIANO, I, P. Dicionário das Religiões. São Paulo, Martins Fontes, 1994.

Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura. Lisboa, Verbo, s. d. p.

KARDEC, A. A Gênese - Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo. 17. ed., Rio de Janeiro, FEB, 1976.

KARDEC, A. Obras Póstumas. 15. ed., Rio de Janeiro, FEB, 1975.

XAVIER, F. C. Emmanuel (Dissertações Mediúnicas), pelo Espírito Emmanuel. 9. ed., Rio de Janeiro, FEB, 1981.

Autor: Sérgio Biagi Gregório

publicado por Pai Pedro de Ogum às 08:29
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Quinta-feira, 6 de Janeiro de 2011

SAGRADO E PROFANO

Sacred and Profane Love by Titian, 1514

Sempre que falamos em experiência religiosa do Homem perante o mundo, estamos, no fundo, a falar da experiência do sagrado. Ou seja, de uma divisão do mundo em dois níveis: o sagrado e o profano.

Estamos a falar de uma divisão artificial, obviamente, que só se passa na cabeça das pessoas.

O domínio do sagrado será sempre aquele que se refere à divindade (em muitos e diferentes sentidos) e ao Homem enquanto espírito, ao intemporal, ao perfeito e superior; o profano estará sempre associado ao que se refere ao Homem enquanto corpo, ao mundano (que se refere ao mundo terrestre), ao percepcionável  pelos sentidos e razão humana e ao imperfeito.

O sagrado está sempre associado a sinais, rituais, que o Homem reconhece como manifestações de Deus; o Homem tem que respeitar (ou até venerar) o sagrado, aí está protegido.

Relativamente á Umbanda, a Verdade é revelada pelas Entidades e pelos Orixás, que com as suas  diferentes energias, e graus de Sabedoria nos transmitem verdadeiros ensinamentos para encontrarmos realmente o Sagrado na nossa vida do dia a dia, e conseguirmos andar com mais facilidade no caminho da nossa vida, que por vezes se mostra cheio de pedras e cinzento, e outras vezes se apresenta liso, harmonioso e colorido.

É desta forma, que se levanta a questão da fé e da razão:

Se acredito, Se tenho fé, então estas verdades são infalíveis e indiscutíveis porque me são reveladas por um Ser infinitamente superior ; se procuro racionalizar ou pensar racionalmente nos conteúdos das transmissões que as Entidades nos indicam como caminho , então chego muitas vezes a contradições que não posso resolver.

A fé é uma crença absoluta na existência de determinado facto, é uma convicção íntima, é a primeira das virtudes teologais, graças à qual acreditamos nas verdades reveladas por Olorum (Deus).

Muitos filósofos medievais, como S. Tomás de Aquino, tentaram conciliar o domínio da fé e da razão. Ao interpretar os enunciados bíblicos, racionalmente deveríamos chegar a Deus, provar a sua existência e a Verdade da sua palavra;

todavia, esta via racional encontra inúmeros obstáculos.

Assim, muitos autores partilham da opinião que só pela fé nos encontramos com Deus, ou seja, temos

que acreditar. Curiosamente, não temos conhecimento de sociedade humana que não atribua o domínio sagrado a alguma coisa; todas têm lugares sagrados, épocas sagradas, rituais, acções, etc.

Apesar de alguns  filósofos defenderem  a dessacralização do mundo e da modernidade estar associada a uma negação do sagrado através da ciência (veio explicar racionalmente coisas que eram atribuídas a Deus e consideradas sagradas), esta noção de sagrado não deixa de existir, pois  aproxima o Homem da sua ideia de Deus e torna-o mais digno, mais "importante".

publicado por Pai Pedro de Ogum às 15:43
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Babalorixá

O Pai Pedro de Ogum é o Dirigente Espiritual do Templo Sagrado de Umbanda, com Ordem de Ifá (Leitura de Buzíos), Pai Pedro de Ogum desenvolve actualmente um trabalho de organização e implementação da FEUCA - Federação Europeia de Umbanda e Cultos Afro, além do trabalho de divulgação dos fundamentos da Umbanda, ao efectuar Palestras e Workshops em prol de uma boa informação sobre o que é a Umbanda e os Cultos Afro.




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