Este é o seu espaço de encontro entre o Mundo Espiritual e o Mundo Material. É a ponte para as dúvidas que muitas vezes pairam entre nós. É a ajuda para solucionar os seus problemas, é a orientação a quem necessita. É a Essência da Vida traduzida em palavras. Por isso, apareça, relaxe, viaje neste espaço e siga o seu coração tirando todas as suas dúvidas.
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Entrevista de Pai Pedro de Ogum ao Programa "Cá Estamos!" da TV GLOBO PORTUGAL.
Previsões para 2012 - Brasil - Portugal - TV Globo - 31/12/2011.
Esta entrevista foi realizada no Templo Sagrado de Umbanda.

Os problemas de ciúme no trabalho são mais freqüentes do que parecem. O caso mais comum é o do subordinado que se amargura toda vez que um colega é cortejado pelo chefe - da mesma forma que a minha neta se torce, contorce e retorce quando vê o seu irmãozinho conquistando o carinho dos pais.
Os funcionários demasiadamente ciumentos sonham em deter o monopólio das atenções do chefe. E, para tanto, desenvolvem comportamentos inusitados: escondem dados dos colegas, fornecem informações parciais, comportam-se com intolerância - não medindo as conseqüências de seus atos para o bom funcionamento da empresa.
é preciso distinguir ciúme de inveja.
O ciúme é um sentimento que visa proteger uma relação valiosa. O desejo do ciumento é desfrutar o objeto do ciúme.
O desejo do invejoso, ao contrário, é ver o fracasso do invejado. A inveja é um sentimento de cólera que o sujeito experimenta quando percebe que o outro possui um objeto desejável. A reação mais comum é a de posse do objeto ou destruição do possuidor (Amélia Tomei e Françoise Belle, A Inveja nas Organizações Brasileiras e Francesas, Revista de Administração, 1997).
Por isso, é normal esperar-se que a mulher sinta ciúme do marido, mas não que lute pelo seu fracasso (inveja).
No trabalho, o excesso de ciúme tende a bloquear oportunidades valiosas para as pessoas e para a empresa. é isso que acontece quando a secretária, por ciúme, decide filtrar as demandas que chegam ao chefe.
Muitos atribuem o ciúme a um rebaixamento da auto-estima, aos problemas da infância e a deficiências psicológicas. As pesquisas mostram, porém, que o ciúme não é um distúrbio emocional mas sim um produto de um desbalanceamento de gratificações (Gordon Clanton, A Sociology of Jealousy, 1996).
A administração do ciúme cai no terreno da administração do poder. A redução do ciúme depende muito mais de negociação de atenções do que de erradicação psicológica. Nesse campo, os mediadores são mais úteis do que os curadores.
As pessoas que detêm poder gastam muito tempo administrando vaidades. Não há outra saída. Só assim elas conseguem evitar que o ambiente de trabalho se transforme num festival de flechas envenenadas.
O ciúme é reflexo de um desequilíbrio na distribuição das atenções. Isso depende muito dos chefes. Convém a eles perguntarem a si mesmos, no fim de cada dia: Como distribuí minha atenção? Alijei alguém? Isso afetou a conduta dos meus funcionários?
A administração do ciúme envolve quem detém poder e quem deseja atenção. A unidade de trabalho é o amálgama das duas partes e não cada uma em separado. Convém aos chefes fazerem um esforço constante na direção a um mínimo de equilíbrio na distribuição do poder e lutar para o ciúme não virar inveja.
Todavia, convém atentar para um detalhe. Tão perigoso quanto o excesso de ciúme é a sua ausência. Para a organização, é importante manter abertos os canais para a expressão de alguns sinais de ciúme. A negação total do ciúme pode conduzir as pessoas à indiferença e apatia.
Parece paradoxal mas, as pesquisas confirmam isso. No trabalho, alguns chiliques de ciúme são necessários, da mesma forma que a sua ausência é prejudicial. Como regra prática, lembre-se do seguinte: pior do que as cenas de ciúme da sua mulher é quando ela pára de reclamar...
Publicado em O Jornal da Tarde,19/04/1997

A minha posição, em relação à religião, era de pensar que a mensagem contida nelas estava completa.
Foi assim, durante anos. Mais recentemente, e ao refletir sobre o assunto, percebi que não era assim, por várias razões.
Em primeiro lugar, pelo facto incontestável de saber que Deus é Vida.
Ora, assim sendo, toda a vida envolve Comunicação. E, em toda a comunicação entre seres vivos, deduz-se que haja evolução.
Ninguém fala sempre do mesmo assunto. As conversas evoluem, abrem-se, aprofundam-se… pelo menos, as sérias.
As novas tecnologias abrem-nos um novo mundo de comunicação, entre religiosos e o público, e este imenso mundo de interação abre a Umbanda para uma nova evolução.
Assim sendo, e para mim, as conversas com o Céu também evoluem.
Nós, meros seres humanos, não podemos ter a pretensão de nada. O Céu, para mim, é sinónimo de infinito. Talvez porque Deus é infinito.
A Umbanda para mim não é, nem nunca será uma Religião cristalizada, e sim Infinita, com uma base doutrinária muito forte e consistente, mas com Evolução Espiritual e de Comunicação.
Aquilo que me apercebo actualmente na nossa querida Umbanda, é que neste momento se está a proceder a uma evolução da sua forma de crescer e de evoluir, e principalmente uma grande evolução comunicacional. E, esta evolução atinge directamente todos os que procuram na Umbanda a sua evolução espiritual.
Com o actual desenvolvimento comunicativo que a Umbanda teve em Portugal, a posição de muitos portugueses é igual à que aconteceu há dois mil anos atrás – desconfiança. Esta, pelo que já foi dito atrás, não tem razão de existir, se mantivermos o nosso espírito receptivo e acreditarmos que a verdade não está só na nossa mente, mas também no nosso coração/intuição, ou o que lhe queiram chamar.
Mas, como tudo o que envolve o ser humano, há que ter cuidado…
Sabemos que há por aí muita falsidade, com que faz que muitas pessoas tenham receio de conhecer a Umbanda, pois ela é lhes apresentada como um monte folclore e de ritualística bastante complexa, para que sempre exista algo inatingível e secreto, mas a minha opnião é que a Umbanda há muito tempo, já se tornou Ecumênica (um conjunto religioso diverso e plural), mas parece que a soberba e o dogmatismo de ser ou estar acima do outro, de deter a verdadeira verdade ou de se deixar acreditar que se tem a verdadeira verdade, está destruindo uma esperança de união.
Se não entendermos as modificações acontecidas na Umbanda ao longo destes 103 anos (essas transformações, essa evolução), nunca conseguiremos nos ver como um todo, nos respeitar como um todo, nos aceitar como parte desse todo que mudou e evoluiu: plural e diversificado.
Se o próprio Cristianismo se modificou se transformou, se ramificou em diversas crenças, em várias religiões Cristãs diferentes, porque seria diferente com a Umbanda?
A Umbanda é uma religião ecumênica, diversa e plural. E só iremos alcançar uma união de fato e de direito quando todos nós nos sentirmos como membros dessa diversidade e dessa pluralidade; num ecumenismo sem fronteiras para a espiritualidade.
Um contexto religioso onde não há Papas, Potestades com a única e verdadeira verdade, onde não há uma única doutrina codificada, mas diversas doutrinas irmãs e correlatas dentro de princípios básicos de Amor ao próximo, Paz, Harmonia, Evolução e Fraternidade.
É assim que vejo a Umbanda no seu todo e espero que um dia nos possamos unir despindo-nos do fantasma do dogmatismo, da exclusão e do preconceito.
Babalorixá
O Pai Pedro de Ogum é o Dirigente Espiritual do Templo Sagrado de Umbanda, com Ordem de Ifá (Leitura de Buzíos), Pai Pedro de Ogum desenvolve actualmente um trabalho de organização e implementação da FEUCA - Federação Europeia de Umbanda e Cultos Afro, além do trabalho de divulgação dos fundamentos da Umbanda, ao efectuar Palestras e Workshops em prol de uma boa informação sobre o que é a Umbanda e os Cultos Afro.

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